1/11/20
 
 
José Cabrita Saraiva 12/10/2020
José Cabrita Saraiva
Opiniao

jose.c.saraiva@ionline.pt

O banqueiro que distribui o bolo do Estado

Sempre que anuncia mais dinheiro para este ou aquele setor, Costa fá-lo como se fosse pagar do seu próprio bolso! E são muitos os que acreditam que, se no próximo ano vamos pagar menos impostos (e não vamos, simplesmente a retenção vai ser feita de maneira diferente), à bondade e generosidade infinita do primeiro-ministro o devemos... 

É uma pena, mas a política parece resumir-se cada vez mais a números, a percentagens e à alocação de fundos. Por isso a aprovação anual do orçamento se tornou o momento mais decisivo da governação. Neste capítulo, António Costa consegue algo verdadeiramente notável, que é assumir o papel de banqueiro benemérito que procede à distribuição do grande bolo do Estado: X vai para os funcionários públicos, Y para as empresas, Z para as escolas... e por aí adiante. Sempre que anuncia mais dinheiro para este ou aquele setor, Costa fá-lo como se fosse pagar do seu próprio bolso! E são muitos os que acreditam que, se no próximo ano vamos pagar menos impostos (e não vamos, simplesmente a retenção vai ser feita de maneira diferente), à bondade e generosidade infinita do primeiro-ministro o devemos... Já noutro plano, a capacidade negocial de Costa tem-se revelado de facto extraordinária, conseguindo, ano após ano, satisfazer as exigências mais díspares. O facto de precisar de outras forças partidárias obriga-o a prodígios de contorcionismo que um político menos flexível jamais conseguiria. Infelizmente algumas das suas decisões supostamente amigas das pessoas tiveram consequências graves. 

Leia o artigo completo na edição impressa do jornal i. Agora também pode receber o jornal em casa ou subscrever a nossa assinatura digital.

Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×