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CUF Tejo. A nova vida do hospital privado mais antigo do país

CUF Tejo. A nova vida do hospital privado mais antigo do país

Mafalda Gomes Marta F. Reis 28/09/2020 09:21

O primeiro hospital da CUF muda-se a partir de hoje da Avenida Infante Santo para Alcântara. Como se desenhou o projeto a pensar no futuro? Gestora e arquiteto explicam.

Foi a 10 de junho de 1945 que abriu portas junto à Avenida Infante Santo, em Lisboa, na altura conhecida como a zona da Cova da Moura, num palacete entre as travessas do Castro e do Sacramento. O hospital da CUF prometia cuidados aos 80 mil operários do grupo fabril e a inauguração teve honras de Estado, com a presença do general Óscar Carmona. O país era outro, a população mais jovem, e as inovações davam nas vistas. “O hospital obedece aos mais modernos preceitos indicados para tais construções e possui a melhor aparelhagem, entre a qual há a destacar os carros isotérmicos para levar, sem arrefecer, a comida às enfermarias”, escreveu o Diário de Lisboa na edição daquele domingo em que nasceu na capital o primeiro hospital privado do país. Esta segunda-feira, a CUF Infante Santo, que se estendeu para um edifício na avenida com o mesmo nome, muda de morada, abre as portas do novo edifício em Alcântara e passa a ser CUF Tejo. Se há 75 anos tinha camas para 100 doentes e um bloco operatório, hoje são 227 camas, dez blocos operatórios e 178 gabinetes de consultas e exames.

O grupo José de Mello – como passou a chamar-se no final dos anos 80, num novo capítulo após a nacionalização da CUF, no 25 de Abril – é hoje o maior operador privado de saúde no país, desde este ano apenas com a marca CUF, que substitui a José de Mello Saúde. O novo edifício representa um investimento de 170 milhões de euros e supera o que foi feito para abrir a CUF Descobertas, em 2001. O objetivo, avança o grupo, é chegar às 465 mil consultas e 23 mil cirurgias por ano. Para um termo de comparação, o maior centro hospitalar do SNS em Lisboa, também um dos maiores do país, é o Centro Hospitalar Lisboa Norte (que junta os hospitais de Santa Maria e Pulido Valente). Em 2019 fez 738 mil consultas e 39 mil cirurgias. Não chegando aos maiores hospitais centrais é, por exemplo, o patamar de atividade do Amadora-Sintra.

Com a mudança veio um desafio: projetar um hospital para o futuro. Como? Catarina Gouveia, gestora, administradora do Hospital CUF Infante Santo, explica que, por um lado, se pôs no projeto “o melhor da CUF”, com a experiência das diferentes tipologias de clínica, e, por outro, olhou-se para fora. Nos últimos seis anos, o desenho do hospital passou pela visita a hospitais nos EUA e Europa, da Suíça a Inglaterra, o que permitiu afinar abordagens diferentes.

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