Factura do supermercado subiu mais de 5% no 1º trimestre do ano


Os portugueses gastaram mais de 5,5% nas compras de bens alimentares só nos três primeiros meses do ano, em resultado das alterações registadas na tabela do IVA e dos aumentos dos preços. A conclusão é de um estudo realizado pela Kantar Worldpanel, revela o "Público". De acordo com o mesmo estudo, a factura do supermercado…


Os portugueses gastaram mais de 5,5% nas compras de bens alimentares só nos três primeiros meses do ano, em resultado das alterações registadas na tabela do IVA e dos aumentos dos preços. A conclusão é de um estudo realizado pela Kantar Worldpanel, revela o "Público".

De acordo com o mesmo estudo, a factura do supermercado cresceu em média 5,8% em relação a igual período do ano passado e o volume de compras diminuiu 0,4%.

É de referir que, em Janeiro, a maioria dos produtos alimentares passou a cobrar um imposto de 23%, ao abrigo do programa de ajustamento acordado com a troika. O governo limitou a aplicação da taxa reduzida de 6% a um cabaz de bens essenciais e de produção nacional. Uma medida muito criticada pela indústria agro-alimentar que aponta para uma quebra no consumo de 1,3% este ano e a eliminação de 11 mil postos de trabalho.

As cadeias de distribuição tentam reagir a estas quebras do consumo apostando em campanhas promocionais. Mesmo assim, estas promoções anda não tiveram reflexo nos indicadores sobre os gastos das famílias que, além de estarem a ser afectadas pelo aumento de impostos são também confrontadas pela quebra de rendimentos e pela instabilidade económica que se vive no país.

 Segundo o mesmo estudo, os portugueses estão a substituir alguns produtos por outros que apresentem preços mais em conta. Os consumidores deixaram de ter um perfil sofisticado e passaram a fazer escolhas racionais, simples e mais baseadas no mesmo.

Ao mesmo tempo, nos seus carrinhos de compras têm escolhido mais artigos de marcas da distribuição. Feitas as contas, só nos três primeiros meses do ano, os produtos de marca branca já atingiram uma quota de mercado de 38,6%, ou seja, o valor mais elevado de sempre.