O novo governo austríaco anunciou, esta quarta-feira, a sua intenção de acabar com o reagrupamento familiar de refugiados para “se proteger” do fluxo dos últimos anos. A Áustria é o primeiro país da União Europeia (UE) a tomar essa medida.
Um decreto será publicado e “entre agora e maio, em apenas algumas semanas, esta decisão tornar-se-á realidade”, declarou a ministra da Integração durante o Conselho de Ministros em Viena.
“Chegámos ao limite da nossa capacidade de acolher pessoas”, afirmou Claudia Plakolm, acrescentando que o governo quer “proteger os sistemas” de saúde, emprego e educação. Segundo a ministra, “a probabilidade de uma integração bem-sucedida diminui a cada nova chegada”.
Essa medida, inicialmente em vigor por seis meses, pode ser prorrogada até maio de 2027.
O anúncio ocorre num contexto de endurecimento das políticas de imigração em vários Estados-membros da UE.