Animal Collective. Oceanário

Animal Collective. Oceanário


Crítica do álbum ‘Tangerine Reef’


E eis-nos num mundo subaquático em que os Animal Collective desocuparam a linha da frente e procuram alternativas ao dadaísmo escapista traçado por eles mesmos ao ponto de se tornarem um dos símbolos da independência pop.

Nada de novo, já que os anteriores “Painting With” (2016) e “Centipede Hz “ (2012) eram variações menos inspiradas sobre os quatro magníficos “Sung Tongs” (2004), “Feels” (2005), “Strawberry Jam” (2007) e “Merriweather Post Pavilion” (2009). “Tangerine Reef” é diferente e pode usar com propriedade o título de “experiência imersiva”, tantas vezes banalizado em festivais e outras manifestações coletivas.

Mas, de facto, este não é um álbum como os outros dos Animal Collective, no processo de construção com o Coral Morphologic, dupla dedicada à ciência artística especializada em corais; no conceito de exploração marítima; e no resultado: uma banda sonora visual só à base de sons e imagens, sem palavras. Nem Panda Bear. Para osAnimal Collective, é um intervalo criativo. Nem acentua o declive, nem trava a descida.