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Ativista polaca arrisca ser condenada a oito anos de prisão

Ativista polaca arrisca ser condenada a oito anos de prisão

Jornal i 11/02/2021 16:36

Lempart foi uma das primeiras organizadoras dos protestos que começaram em toda a Polónia em outubro depois de o Tribunal Constitucional polaco proibir a interrupção voluntária da gravidez em caso de anomalias fetais.

Uma das organizadoras dos protestos contra a quase proibição da interrupção voluntária da gravidez na Polónia foi hoje acusada de pôr em perigo a saúde de outras pessoas e arrisca até oito anos de prisão se for condenada.

Segundo o Ministério Público polaco, citado pela agência noticiosa France-Presse (AFP), Marta Lempart, uma das líderes da associação "A Greve das Mulheres" foi acusada por colocar em perigo a saúde e a vida de outras pessoas, uma vez que provocou um "perigo epidemiológico".

Numa mensagem eletrónica enviada à AFP, Aleksandra Skryniarz, porta-voz do Ministério Público Regional de Varsóvia, adiantou que Lempart organizou manifestações a favor do abordo durante a pandemia de covid-19.

A acusada, que se declarou inocente e se recusou a testemunhar, foi posta em liberdade.

Lempart é também acusada de ter insultado e cuspido sobre um agente da polícia, bem como por ter "elogiado", numa entrevista a uma estação de rádio, os ataques a igrejas.

"A suspeita arrisca a uma pena de prisão até oito anos", sublinhou a porta-voz.

Lempart defendeu-se no jornal Gazeta Wyborcza e frisou que o poder conservador nacionalista "apodera-se do Código Penal contra os cidadãos porque perde nos tribunais os julgamentos com base no Código dos Delitos". 

"Este é precisamente o meu caso", declarou Lempart, lembrando que várias pessoas detidas pela polícia durante os protestos e também indiciadas foram posteriormente absolvidas pelos tribunais.

Lempart foi uma das primeiras organizadoras dos protestos que começaram em toda a Polónia em outubro depois de o Tribunal Constitucional polaco proibir a interrupção voluntária da gravidez em caso de anomalias fetais. 

Desde então, a interrupção voluntária da gravidez é proibida, à exceção dos casos de estupro, incesto ou quando a vida da mãe estiver em perigo. 

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