Vacinação arranca nos lares dos concelhos com maior contágio

Vacinação arranca nos lares dos concelhos com maior contágio


Vimioso, Castelo de Vide e Marvão entre os concelhos que começam a vacinar idosos em lares. 


Depois do arranque pelos profissionais de saúde nos hospitais do SNS, na próxima semana inicia-se mais um capítulo na campanha de vacinação da covid-19, com a chegada das primeiras vacinas a lares. A ministra da Saúde anunciou esta terça-feira que a vacinação começará nos lares dos concelhos com maior nível de contágio, acima do patamar dos 960 casos por 100 mil habitantes, dando nota de que há agora 25 concelhos nessa situação. Na última análise de incidência divulgada pela DGS esta semana havia 26 concelhos neste patamar de risco extremamente elevado, isto com base na evolução da epidemia entre 7 e 20 de dezembro. A lista entretanto atualizada com dados da semana passada e que serve de base ao Governo só será divulgada na próxima semana.

Marta Temido adiantou que serão abrangidos na primeira semana de vacinação 150 lares em 11 concelhos no Norte do país, cinco no Centro, um em Lisboa e Vale do Tejo e oito no Alentejo. Não foi divulgado que concelhos entram ou saem da lista, mas de acordo com a informação disponibilizada pela DGS esta segunda-feira, no Norte os concelhos com nível de risco mais elevado eram Vimioso (com a maior incidência a nível nacional), Tabuaço, Chaves, Mondim de Basto, Armamar, Alfândega da Fé, Esposende, Amarante, Bragança, Valpaços, Pinhel, Vila Pouca de Aguiar e Trofa e Barcelos, estes últimos mais próximos de sair deste patamar de risco. Na região Centro surgiam acima de 960 casos por 100 mil habitantes os concelhos de Penamacor, Idanha-a-Nova, Mortágua, Figueiró dos Vinhos, pelo que terá havido uma nova entrada. Na região de Lisboa e Vale do Tejo não havia nenhum concelho neste patamar e terá havido uma entrada. No Alentejo, os concelhos com pior situação eram Castelo de Vide, Marvão, Mourão, Gavião, Mora, Alter do Chão e Crato, pelo que terá havido uma nova entrada.

Apesar da escolha ter recaído sobre os concelhos com maior contágio, Marta Temido já tinha dito esta semana que lares com surtos ativos só receberão as vacinas quando a situação estiver resolvida, não sendo claro a esta altura quantas instituições destes concelhos têm surtos. Mas umas já se livraram deles: por exemplo num dos lares afetados no concelho de Vimioso, o Lar de Argozelo, os idosos estão agora considerados curados, indicou ontem o presidente da Câmara.

Já nos hospitais do SNS, onde a vacinação arrancou domingo, nos primeiros três dias foram vacinados 16 701 profissionais. Até ao final de janeiro deverão ser abrangidos 21 mil. Ao todo na 1.ª fase da vacinação, que deverá estender-se até abril, é esperada a vacinação da totalidade dos utentes de lares e funcionários (cerca de 300 mil pessoas) e é nestas instituições que a vacinação estará concentrada em janeiro. Profissionais de saúde são ao todo no país 300 mil e só em março deve ficar concluída a vacinação no público e privado. Para fevereiro está apontado o início da vacinação de doentes prioritários nos centros de saúde, cerca de 400 mil pessoas com doença grave renal, cardíaca e pulmonar que serão convocadas por sms para fazer a vacina. Quanto às recusas de alguns profissionais de saúde em fazer a vacina, Marta Temido sublinhou que é facultativa e que se alguém entende que precisa de mais informação “aguardaremos”, disse. Até ao momento não foram notificadas reações adversas, informou.