Mais consumo, menos poupança – o mesmíssimo dinheiro


Uns veem nesta novidade mais um malabarismo, se não mesmo uma demonstração inequívoca do “chico-espertismo” do primeiro-ministro, que finge que dá mas não dá, limitando-se a baralhar de novo.


Um dos pontos do Orçamento para 2021 que mais têm sido debatidos é a diminuição da retenção na fonte do IRS. Uns veem nesta novidade mais um malabarismo, se não mesmo uma demonstração inequívoca do “chico-espertismo” do primeiro-ministro, que finge que dá mas não dá, limitando-se a baralhar de novo.

Outros, pelo contrário, afirmam que faz todo o sentido que, numa altura em que passam por maiores apertos, as famílias ganhem uma folga que lhes permita gerir o orçamento com outro desafogo. Além disso, havia já quem questionasse: fará sentido o Estado cobrar a mais para devolver uns meses mais tarde?

Seja qual for a perspetiva que se adote nesta questão, há dois aspetos indesmentíveis. O primeiro é que António Costa consegue assim a proeza de poder dizer que os portugueses vão ter mais dinheiro disponível ao fim do mês sem fazer o que muitos lhe exigiam, que era baixar efetivamente os impostos. Ou seja, dá a ideia de uma espécie de “bónus fiscal” sem prescindir de um cêntimo da receita.

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Mais consumo, menos poupança – o mesmíssimo dinheiro


Uns veem nesta novidade mais um malabarismo, se não mesmo uma demonstração inequívoca do “chico-espertismo” do primeiro-ministro, que finge que dá mas não dá, limitando-se a baralhar de novo.


Um dos pontos do Orçamento para 2021 que mais têm sido debatidos é a diminuição da retenção na fonte do IRS. Uns veem nesta novidade mais um malabarismo, se não mesmo uma demonstração inequívoca do “chico-espertismo” do primeiro-ministro, que finge que dá mas não dá, limitando-se a baralhar de novo.

Outros, pelo contrário, afirmam que faz todo o sentido que, numa altura em que passam por maiores apertos, as famílias ganhem uma folga que lhes permita gerir o orçamento com outro desafogo. Além disso, havia já quem questionasse: fará sentido o Estado cobrar a mais para devolver uns meses mais tarde?

Seja qual for a perspetiva que se adote nesta questão, há dois aspetos indesmentíveis. O primeiro é que António Costa consegue assim a proeza de poder dizer que os portugueses vão ter mais dinheiro disponível ao fim do mês sem fazer o que muitos lhe exigiam, que era baixar efetivamente os impostos. Ou seja, dá a ideia de uma espécie de “bónus fiscal” sem prescindir de um cêntimo da receita.

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