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Vítor Rainho 13/12/2019
Vítor Rainho

vitor.rainho@newsplex.pt

Ferro Rodrigues, o grande amigo do Chega

Não está em causa se o líder do Chega é ou não impertinente. Ventura gosta de enfatizar determinadas questões que são do agrado de uma parte da população e está no seu direito de usar o tempo de que dispõe para dizer o que muito bem entende, desde que não defenda valores contrários à Constituição. 

O presidente da Assembleia da República deu ontem mais uns milhares de votos – ou de adeptos, como se queira – ao Chega, depois de uma lamentável repreensão a André Ventura por este utilizar demasiadas vezes a palavra “vergonha”.

Ferro Rodrigues falou ainda com um deputado eleito pelo povo português com um desdém – “diga lá, ‘faxavor’” – nunca visto por parte da segunda figura do Estado, mas parece que tudo é permitido quando está em causa o representante do Chega. “Não há liberdade de expressão quando se ultrapassa a liberdade de expressão dos outros”, disse o presidente da AR quando Ventura defendeu o direito à liberdade de usar as expressões que muito bem entende. Ferro Rodrigues deve achar que o referido deputado não merece estar no Parlamento e que, por isso, tem de ser metido na ordem. Não está em causa se o líder do Chega é ou não impertinente. Ventura gosta de enfatizar determinadas questões que são do agrado de uma parte da população e está no seu direito de usar o tempo de que dispõe para dizer o que muito bem entende, desde que não defenda valores contrários à Constituição.

Mas Ferro Rodrigues, à semelhança de outros atores políticos, ainda não percebeu que essas atitudes só dão gás ao deputado do Chega, fazendo dele vítima, que é tudo o que ele precisa para ganhar mais votos. Até parece que existe uma certa alergia a Ventura e que este não tem o direito de pertencer ao clube dos outros 229 iluminados. Será que Ventura só poderá dizer no futuro o que Ferro Rodrigues determinar?

 

P. S. O que se passa na RTP é demasiado grave para passar em claro. Apurem-se os factos e determinem em consonância. Depois da história do lítio, surge a do Iscem, onde Flor Pedroso lecionou. Claro que também neste caso não faltam Ferros Rodrigues que querem decidir o que se pode dizer, leia-se investigar. As Estrelas Serranos da vida já começaram a lançar as garras. Haja vergonha.

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