16/12/19
 
 
Maçonaria entra na campanha do PSD

Maçonaria entra na campanha do PSD

Bruno Gonçalves Luís Claro 02/12/2019 14:28

Grão-mestre do GOL responde a Rui Rio e diz que está disponível para lhe dar “todos os esclarecimentos” sobre a maçonaria. Rui Rio fala em “interesses secretos e obscuros”.

Grão-mestre do GOL responde a Rui Rio e diz que está disponível para lhe dar “todos os esclarecimentos” sobre a maçonaria. Rui Rio fala em “interesses secretos e obscuros”.

A maçonaria entrou na campanha interna para a liderança do PSD. Rui Rio já se tinha referido, no lançamento da sua recandidatura, a “interesses pouco ou nada transparentes” dentro do partido e, neste fim de semana, admitiu que estava a falar da maçonaria. “Quando estou a falar de interesses secretos, obscuros, pouco transparentes, estou a referir-me claramente à maçonaria”, disse, em Aveiro, o presidente do PSD.

Rui Rio considera que a maçonaria “está um pouco por todo o lado e a tentar condicionar a sociedade portuguesa”. O atual líder do PSD não se referiu diretamente às candidaturas adversárias, mas são públicas as ligações de alguns dos críticos desta liderança à maçonaria.

Confrontado com as afirmações feitas por Rui Rio, o grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL), Fernando Lima, desafia Rui Rio a conhecer melhor a maçonaria. “Ele lá sabe. Estou disponível para lhe dar todos os esclarecimentos sobre a maçonaria”, diz ao i Fernando Lima. O grão-mestre do GOL, a maior obediência maçónica portuguesa, prefere, para já, não fazer mais comentários.

Não é a primeira vez que a influência da maçonaria aparece na luta interna do PSD. Quando Luís Montenegro, no início deste ano, desafiou o atual líder do partido para antecipar as eleições internas, Pacheco Pereira afirmou que as pessoas envolvidas nesse processo “estão todas ligadas à maçonaria”.

No programa Quadratura do Círculo, o ex-líder parlamentar do PSD lembrou que Miguel Relvas, adversário de Rui Rio desde a primeira hora, é “um conhecido maçom” e que Luís Montenegro teve ligações com uma “loja envolvida em coisas muito esquisitas”.

O nome de Luís Montenegro apareceu, em 2012, ligado às polémicas com a Loja Mozart, da Grande Loja Legal de Portugal (GLLP). O agora candidato à liderança do PSD negou, porém, no início deste ano, qualquer envolvimento com a maçonaria. “Não sou maçom nem tenho nenhuma ligação à maçonaria”, disse numa entrevista à CMTV, acrescentando que “essa associação é um exercício lamentável”.

Montenegro rejeitou, neste fim de semana, comentar as afirmações feitas pelo seu adversário sobre a influência da maçonaria no partido. Em entrevista ao SOL, no último sábado, o candidato à liderança do PSD apelou a uma “campanha elevada e limpa no sentido em que deve ser concentrada nas questões políticas, e não em questiúnculas pessoais”.

 

“Muleta do PS”

No sábado, Luís Montenegro fez o seu primeiro comício no Porto, mas preferiu criticar Rui Rio por ter visto na “maior derrota de sempre” do partido “quase uma vitória”.

O candidato à liderança do PSD defendeu que o partido não pode continuar a ser “uma muleta do Partido Socialista”, porque “é do interesse nacional que o PSD seja uma alternativa”.

Montenegro disparou também contra o Governo socialista e classificou António Costa como um empata. “É um Governo empatado. Estamos a perder tempo e o PSD tem de olhar para o futuro e recuperar o tempo perdido. Não podemos deixar que os socialistas, comunistas e bloquistas estejam mais tempo do que esta legislatura no Governo”.

Já Rui Rio rejeitou “uma oposição destrutiva”. Em Aveiro, num encontro com militantes, o atual líder do PSD garantiu que nunca daria o seu voto aos que “estão sempre a dizer mal”.

 

Balsemão apoia Rui Rio

A candidatura de Rui Rio anunciou que conta com o apoio de Francisco Pinto Balsemão. “Fundador do PSD junta-se à lista de apoiantes da candidatura de Rui Rio por entender que o atual líder é a melhor solução para o partido e para o país. O senador social-democrata reforça assim a confiança em Rui Rio”, de acordo com um comunicado da candidatura. Balsemão já tinha apoiado o atual presidente do PSD há dois anos.

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