17/11/18
 
 
José Cabrita Saraiva 22/05/2018
José Cabrita Saraiva
Opiniao

jose.c.saraiva@newsplex.pt

Do que são feitos os profissionais do Sporting

 Os jogadores do Sporting deram uma grande resposta aos incidentes em que se viram envolvidos nos últimos dias e os do Aves mostraram predicados que talvez não esperássemos ver num clube que ficou abaixo do meio da tabela.

Já lhe chamaram novela mexicana, ópera bufa e até filme de terror. De uma coisa ninguém tem dúvidas: esta última semana foi verdadeiramente horrível para o Sporting e teve um desfecho a condizer. A derrota na final da Taça contra uma equipa teoricamente muito mais fraca, o Desportivo das Aves, foi uma espécie de cereja no topo do bolo, mas ao contrário. A lei de Murphy - qualquer coisa como “o que pode correr mal vai mesmo correr mal” - verificou-se de forma implacável.

Apesar disso, julgo que alguma coisa se salvou no meio deste descalabro. Para começar, o jogo do Jamor foi, para quem o viu com algum distanciamento, um belo desafio de futebol. Os jogadores do Sporting deram uma grande resposta aos incidentes em que se viram envolvidos nos últimos dias e os do Aves mostraram predicados que talvez não esperássemos ver num clube que ficou abaixo do meio da tabela. Houve festa nas bancadas, jogadas bonitas, golos para os dois lados e emoção até ao fim. Ao contrário daquilo de que costumam acusá-los, os atletas do clube de Alvalade correram e esforçaram-se até ao último instante. Resumindo: ambas as equipas valorizaram o espetáculo.

Porém, mais ainda do que em campo, foi talvez depois do apito final, quando as emoções assomaram à superfície, que os jogadores e equipa técnica do Sporting revelaram do que são feitos. Aquelas lágrimas não enganam: mostraram um grupo de profissionais que, em condições muito adversas, deram tudo o que tinham, com suor, paixão e sacrifício, até ao último minuto. E que, apesar disso, perderam o troféu que poderia salvar a época e dar um sentido ao pesadelo vivido.

Finalmente, também foi bonito ver todos aqueles que confortaram e aplaudiram os homens cabisbaixos que subiam para a tribuna. O verdadeiro adepto é esse, o que honra o clube e respeita os seus profissionais. Não é o que os ameaça, agride, humilha e cobre de insultos

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