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Automóvel. Comprar ou alugar? Saiba qual a solução mais barata
Se pretende ser dono do carro tem de optar obrigatoriamente pelo crédito automóvel

Automóvel. Comprar ou alugar? Saiba qual a solução mais barata

Se pretende ser dono do carro tem de optar obrigatoriamente pelo crédito automóvel Shutterstock Sónia Peres Pinto 18/01/2016 20:20

O leasing já é a opção mais barata para comprar carro. Há casos em que é possível poupar 300 euros por ano

As vendas de carros têm vindo a manter uma tendência crescente desde 2013. Só no ano passado subiram 24%, mas mesmo assim estão longe da média verificada nas últimas semanas. Grande parte dos compradores acaba por recorrer ao crédito automóvel e os números falam por si: entre julho de 2014 e o mesmo mês do ano passado, o financiamento de veículos novos através de crédito automóvel aumentou quase 50% em número de contratos e montante envolvido. Já no caso do ALD e do leasing, o crescimento foi da ordem dos 15%.

Para quem não pode ou não pretende recorrer ao crédito, há outras opções de financiamento para ter acesso a um carro novo. A maior parte destas soluções alternativas, leasing e renting - esta última destina-se a veículos de gamas mais altas -, são opções viáveis para quem não faz questão de ter o automóvel em seu nome.

“O leasing é a melhor escolha para quem está disposto a abdicar da propriedade do veículo até ao final do prazo do financiamento”, revela a Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor (DECO), que fez a simulação do custo total de um empréstimo de 14 500 euros a 48 meses. O banco BiG surgiu como a melhor opção, tanto no leasing como no crédito automóvel. Com a primeira modalidade poupa, pelo menos, 300 euros por ano.

Mas nem tudo são vantagens. Tanto nesta modalidade como no ALD, todas as instituições de crédito exigem seguro de responsabilidade civil com capital superior ao mínimo obrigatório e seguro de danos próprios, o que encarece a compra. “Se, no primeiro caso, o aumento do prémio é quase irrelevante, no segundo pesa na carteira. Caso não esteja disposto a contratar um seguro de danos próprios - que recomendamos para veículos até quatro anos de matrícula - ou faça questão de ter o carro em seu nome desde o início do contrato, a opção pelo leasing e pelo ALD é inadequada.”

Mas quais são as diferenças? No crédito automóvel, as instituições financeiras emprestam dinheiro ao cliente para este adquirir o veículo. Já no leasing e no ALD é a própria instituição que o compra e depois o arrenda ao cliente, mediante o pagamento de uma mensalidade. Isso significa que a propriedade da viatura pertence à locadora até ao fim do prazo do financiamento, altura em que é feita (ou não) a transmissão para o consumidor.

Juros

A verdade é que o leasing e o ALD não são muito diferentes e diferem apenas no aspeto da propriedade. Enquanto o ALD obriga à aquisição do veículo no fim do contrato - o que exige a assinatura de um contrato-promessa de compra e venda aquando da formalização do negócio, em que o cliente é obrigado a pagar o chamado valor residual, até 2% do valor do veículo -, no leasing, o consumidor pode decidir se quer ou não ficar com o carro no final do prazo. “A grande vantagem de ambas as modalidades são as taxas de juro bastante competitivas”, refere a associação.

Mas as vantagens não ficam por aqui. “O ALD e o leasing têm ainda a vantagem, face ao crédito, de isentarem de imposto de selo sobre a abertura do processo e sobre os juros do empréstimo”, diz a entidade. E, tal como no crédito automóvel, a assinatura de uma livrança em branco é uma garantia frequente.

Em regra, o valor financiado depende da avaliação do automóvel, mas algumas instituições estipulam mínimos e máximos e, na sua maioria, varia entre os 2500 e os 5 mil euros. Além disso, nestas formas de financiamento em que o consumidor não é proprietário, é exigida muitas vezes uma entrada. “O banco BiG pede, pelo menos, 25% do valor do veículo e o Montepio Crédito e o Santander Totta debitam, no mínimo, o equivalente a uma renda”, revela a DECO, acrescentando ainda que “há instituições que impõem máximos ao valor da entrada. No Santander Totta e no Banco Credibom, por exemplo, não pode ir além de 60% do preço do automóvel, e na BMW Financial Services e no Banco BiG, o máximo é de 65%”, diz.

No entanto, qualquer que seja a forma de financiamento escolhida, não há volta a dar: o imposto único de circulação e a inspeção periódica do automóvel ficam sempre a cargo do cliente.

Financiamento tradicional

Mas nem todos os portugueses acham esta modalidade uma das soluções mais desejáveis. O crédito automóvel continua a ser o mais usado tanto para a compra de veículos novos como usados. Por norma, a taxa de juro varia consoante os anos do carro. Isto significa que, na maioria dos casos, quanto mais novo for o carro, menor será a taxa de juro. Dar ou não entrada é outra decisão a ter em conta. Neste caso, o consumidor fica como proprietário, mas para avançar com o financiamento pode ser-lhe exigida uma reserva de propriedade em nome da instituição.

Outra hipótese passa por recorrer a um crédito pessoal. Geralmente, a taxa de juro não é o seu ponto forte, já que é pouco atrativa na maior parte dos casos. Mas nem tudo são desvantagens. Por um lado, caracteriza-se por uma elevada taxa de sucesso de aprovação por parte das instituições financeiras. Por outro, possibilita prazos mais alargados e, por isso mesmo, pode traduzir-se numa prestação mensal mais baixa, ou seja, paga menos, mas por mais anos. Na maior parte dos casos, as taxas propostas são mais elevadas que nos bancos. Além disso, pode reduzir a taxa com os produtos já contratados: por exemplo, domiciliação de ordenado e pagamentos, cartão de crédito, conta à ordem, etc.

Também é comum os próprios stands oferecerem propostas de financiamento. Neste caso, convém ter em conta o valor total que irá pagar - isto porque são meros intermediários no financiamento e, muitas vezes, ganham uma comissão sobre os créditos contratados pelas instituições com que trabalham.

sonia.pinto@ionline.pt

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