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Meia centena desfila de corda o pescoço para alertar para a falta de apoios a doentes mentais

Meia centena desfila de corda o pescoço para alertar para a falta de apoios a doentes mentais

FERNANDO VELUDO Jornal i 20/07/2015 15:42

Com uma corda ao pescoço e numa marcha silenciosa mais de 50 pessoas desfilaram hoje de manhã, no Porto, com objectivo de alertar as autoridades de saúde para os problemas das pessoas que têm doenças mentais.

A acção, que decorreu em frente à sede da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N), foi promovida pela ENCONTRAR+SE, uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) que apoia uma centena de utentes desde 2008 mas, que se encontra “em situação limite”, afirmou José Augusto Pereira, o porta-voz do grupo de familiares e utentes.

A simbologia da corda ao pescoço pretende alertar para “o estado terminal da ENCONTRAR+SE e dos cuidados com a saúde metal em Portugal”, referiu o porta-voz, acrescentando que as doenças mentais algumas delas são crónicas e que podem causar situações muito incapacitantes para os pacientes.

"Prometeram resolver o problema mas têm dado respostas inconclusivas e vagas. Dizem que vão integrar num orçamento e nada", explicou o porta-voz referindo-se aos responsáveis da ARS-N.

"Existe no sistema nacional uma lacuna deste tipo de serviços e de alguma forma a ENCONTRAR+SE substitui-se ao Estado na obrigação de apoiar doentes e famílias. Portanto, achamos que deveríamos receber apoio e ser integrados na rede pública. Sem um apoio, a ENCONTRAR+SE está condenada e os utentes deixarão de ter estes serviços", concluiu José Augusto Pereira.

Lusa

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