Ao terceiro dia, foi Dino Alves a desmontar a ModaLisboa

Ao terceiro dia, foi Dino Alves a desmontar a ModaLisboa


Antes disso, no último dia de mais uma edição de ModaLisboa, Ricardo Andrez, Kolovrat, Filipe Faísca e David Ferreira apresentaram no Pavilhão Carlos Lopes as suas propostas para o outono/inverno 2018/19, num dia que abriu com Olga Noronha, na Estufa Fria. 


Pelos sacos do lixo largados em cima da passerelle podia nem parecer. Mas quando as luzes se apagaram estava mesmo tudo a postos para o início do desfile de Dino Alves, que ao final da noite de domingo encerraria o terceiro e último dia da 50.ª edição da ModaLisboa. Assim mesmo, com as senhoras da limpeza a levarem sacos do lixo, começaria a apresentação da coleção do criador para o próximo outono/inverno, ao longo da qual o público assistiria também à desmontagem de parte do cenário.  

Em "A Outra Verdade", Dino Alves foi à procura disso mesmo. "Sendo que a imperfeição é uma forma de liberdade, porque quererá o individuo ser apenas perfeito, submetendo-se a uma espécie de ditadura da perfeição e influenciando outros tantos, através dos seus perfis virtuais, a perderem a sua autênticidade, individualidade e beleza, tendo-a perdido já eles próprios também?", questiona o criador. 

Daí as peças de "proporções aparentemente incorretas" os painéis com modelagem alteradas ou subvertidos, as "linhas de cintura fora do lugar habitual sugerindo uma certa imperfeição e desproporção física", para um conjunto de silhuetas disformes, distorcidas ou desproporcionadas. 

Antes de Dino Alves, Ricardo Andrez, Kolovrat, Filipe Faísca e David Ferreira apresentaram no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, as suas coleções para a próxima estação fria, num dia que o tempo voltou a permitir que, como programado, começasse na Estufa Fria. Com Olga Noronha a apresentar "Uncanny". Conceito cunhado por Sigmund Freud para definir a incerteza intelectual resultante da "extinção entre imaginação e realidade".