24/05/2022
 
 
Macron gera polémica ao jurar que vai "lixar a vida" aos não vacinados

Macron gera polémica ao jurar que vai "lixar a vida" aos não vacinados

Jornal i 05/01/2022 16:05

O presidente francês Emmanuel Macron foi acusado de usar linguagem vulgar e polémica depois de recorrer à gíria para dizer que queria dificultar a vida das pessoas não vacinadas.

"Eu realmente quero irritá-los e continuaremos a fazer isso - até o fim", disse Macron ao jornal Le Parisien.

Três meses antes da eleições presidenciais, os oponentes de Macron dizem que suas palavras são indignas de um presidente. Os deputados interromperam o debate sobre uma lei que proibia os não vacinados de participarem de grande parte da vida pública.

A sessão na Assembleia Nacional foi interrompida pela segunda noite consecutiva na terça-feira com os deputados da oposição a reclamarem da linguagem do presidente, com um dos líderes desta a descrever a atitude de Macron como "indigna, irresponsável e premeditada".

A legislação deve ser aprovada em votação esta semana, mas irritou os opositores da vacina e vários parlamentares franceses disseram ter recebido ameaças de morte por causa da questão.

Vacinações obrigatórias estão a ser introduzidas em vários países europeus, com a Áustria a liderar a iniciativa para forçar maiores de 14 anos a partir do próximo mês e a Alemanha planeando uma mudança semelhante para adultos. O governo da Itália considerou na quarta-feira a aprovação de uma vacina obrigatória para qualquer pessoa com mais de 60 anos.

Na entrevista ao Le Parisien na terça-feira, Macron usou o termo vulgar "emmerder" para dizer que queria incitar os não vacinados a deixarem de levantar obstáculos. Adiantou, no entanto, que não irá "vacinar à força" os cinco milhões que não tinham recebido uma dose, mas esperava encorajar as pessoas a tomarem as vacinas, "limitando ao máximo o seu acesso às actividades da vida social".

“Não vou mandar [pessoas não vacinadas] para a prisão”, disse ele. “Mas precisamos de deixar claro que, a partir de 15 de janeiro, não poderão mais ir ao restaurante. Não poderão mais ir tomar o café, não poderão mais ir ao teatro. Também não vão poder ir ao cinema."

 

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