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Democracia Sui Generis

Democracia Sui Generis

Joaquim Jorge 22/10/2021 16:38

Os portugueses não têm panache pela democracia, se a sua vida corresse, porventura, não se importavam de viver numa ditadura. É a triste conclusão a que chego!

Por Joaquim Jorge, biólogo e fundador do Clube dos Pensadores

Li, há tempos, um artigo de opinião de José Pacheco Pereira em que este afirma que a democracia está cansada, triste e zangada. Os portugueses não só estão zangados como não ligam absolutamente nada, e mais, ignoram e não querem saber a tudo que se refira a eleições, candidatos e afins.

A democracia não lhes dá de comer e os portugueses não vivem nem de propostas, de debates e de paliativos.

Os portugueses com a crise e a pandemia, a maioria vê-se à rasca para chegar ao fim do mês, cada vez estão mais ensimesmados e egoístas. A Covid-19 veio realçar o que tem de pior nas relações interpares.

Os portugueses não têm panache pela democracia, se a sua vida corresse, porventura, não se importavam de viver numa ditadura. É a triste conclusão a que chego!

A democracia já é comandada pelo dinheiro vs. Influência na imprensa e o marketing faz o resto. Um artigo de António Barreto em que refere que muitos dos clichés usados para denegrir o PS são verdadeiros.

Actualmente, o PS julga que “Isto é Tudo Deles”, exerce uma rara preponderância na administração económica e social, na área cultural, na comunicação social e no poder local.

Isso deve-se à enorme massa de dependentes e com a “bazuca”, aí à porta, o PS prepara-se para o domino total do país. Há alternativa, mas não consegue chegar aos portugueses, começa logo pela manipulação abjecta de sondagens.

Se houver eleições antecipadas o PS volta a vencer. António Costa é exímio no disfarce, esconder o que pensa, vitimizar-se e  dar xeque-mate no momento certo.

Já se provou que o país aguenta tudo: corrupção, nepotismo, compadrio, aliciamento, imoralidade, and so on.

Antigamente os portugueses falavam e iam presos, actualmente falam e ninguém os ouve ou fazem com que não os ouçam.

O importante é manter o statu quo e um estado de letargia incurável. A indiferença é outra doença incurável para a democracia associada ao medo e à subsídio-dependência.

Esta é a verdade da nossa democracia, porém esta verdade está escondida, mas tem pregos que podem um dia romper o saco que a esconde. Esta verdade que a maioria dos portugueses não querem saber, com o tempo vai tornar-se mais sólida e permanente. A tentativa de impor silêncio a tudo que contradiz a verdade, um dia, vai acabar.

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