Guardiola e Shakira entre as estrelas mencionadas nos ‘Pandora Papers’

Guardiola e Shakira entre as estrelas mencionadas nos ‘Pandora Papers’


Além de políticos e funcionários públicos, há várias celebridades entre os visados nos ‘Pandora Papers’.


São mais de 400 as pessoas mencionadas nos ‘Pandora Papers’ – o mais recente trabalho do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, que revela os “segredos financeiros” de líderes mundiais, políticos, funcionários públicos e várias celebridades – nomeadamente Shakira, Claudia Schiffer, Pep Guardiola ou até mesmo Julio Iglesias.

Embora a lista mais relevante identifique 14 líderes mundiais que estão no ativo e esconderam fortunas para ‘fugir’ aos impostos, acabaram por se destacar outros nomes entre as estrelas internacionais que detêm contas ‘offshore’, como foi o caso da cantora colombiana Shakira, que já em Espanha enfrenta problemas com a justiça por alegada fraude fiscal, ou a modelo alemã Claudia Schiffer. Em ambos os casos, representantes já vieram garantir que não se trata de fuga aos impostos.

Mas não fica por aqui. Também o treinador do Manchester City, Pep Guardiola, é um dos visados na investigação. Até 2012, Guardiola foi titular de uma conta em Andorra e beneficiou da amnistia fiscal promovida pelo governo de Mariano Rajoy para regularizar o dinheiro. Até essa altura, o também ex-jogador de futebol não tinha declarado ao fisco espanhol o dinheiro que tinha nessa conta. De acordo com o assessor fiscal do técnico, Guardiola só usou essa conta para depositar o salário que recebia como jogador do Al Ahli, clube do Qatar no qual alinhou entre 2003 e 2005, e regularizou um pagamento de meio milhão de euros ao fisco, cerca de 10% dos juros sobre o dinheiro. 

Já Julio Iglesias, que em 2020 tinha uma fortuna avaliada em 800 milhões de euros, teria várias ‘offshores’ nas Ilhas Virgens.

Sublinhe-se que da investigação fazem ainda parte nomes como Abdullah II, rei da Jordânia, ou o casal Blair.
A pesquisa foi levada a cabo por jornalistas de 117 países que analisaram, em dois anos, 11,9 milhões de documentos de 14 empresas de advogados especializados em criar sociedade 'offshore' em paraísos fiscais.

{relacionados}