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Fisioterapia. Utentes sofrem com paragem dos profissionais do setor

Fisioterapia. Utentes sofrem com paragem dos profissionais do setor

Diana Tinoco João Amaral Santos 22/05/2020 09:30

Os fisioterapeutas optaram por suspender a atividade durante o combate à pandemia, deixando desamparados milhares de utentes. Madalena, Maria e Diana são apenas três exemplos de quem tenta recuperar o tempo perdido. 

Os serviços de fisioterapia nunca estiveram obrigados a suspender a atividade – considerada essencial – durante a pandemia mas, com a propagação da covid-19, a maioria esmagadora do setor optou por fechar portas de gabinetes, clínicas e hospitais privados durante o estado de emergência. Nos últimos dois meses, um número incalculável de utentes viu-se privado das consultas e tratamentos anteriormente assegurados por cerca de 12 mil fisioterapeutas a operar em Portugal (para além de mais 1400 profissionais afetos ao Serviço Nacional de Saúde). E, agora, as consequências fazem-se sentir profundamente.

Madalena das Neves Cunha, 89 anos, sofreu um AVC em 2013 e, até aqui, recebia na sua casa, em Coimbra, uma fisioterapeuta de uma clínica privada, duas vezes por semana. Eram essas sessões que lhe asseguravam os movimentos, curtos mas preciosos, que Madalena ainda conseguia (e fazia por) cumprir. Mais de dois meses depois, sem qualquer apoio ou exercícios realizados, Madalena perdeu a mobilidade que lhe restava, estando agora acamada e com reduzidas perspetivas de recuperação – para consternação de filhos, netos e bisnetos, transmitida ao i.
Também Maria Ferreira, 50 anos, resiste, nesta fase, à ausência de tratamentos de fisioterapia. E à dor numa perna provocada por uma bursite, consequência de uma queda, que se havia quase desvanecido ao longo das três semanas anteriores ao estado de emergência, após realizada a primeira metade das 30 sessões previstas para si. “Já notava que estava melhor, mas tive de parar tudo. Agora, estou pior, muito pior do que estava”, diz ao nosso jornal. 
Maria regressa à clínica, na Amadora, já na próxima segunda-feira, mas sabe que, à partida, o retrocesso que a sua recuperação sofreu vai obrigá-la a “começar da estaca zero”. E para que a dor cesse finalmente, será ainda preciso aguardar um pouco mais, e suportá-la em casa e no trabalho.
 

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