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Médicos e enfermeiros terão de esperar mais um mês para ter aumentos

Médicos e enfermeiros terão de esperar mais um mês para ter aumentos

AFP Carlos Diogo Santos 21/04/2020 08:22

Confrontado pelo i, Ministério da Saúde explicou que não foi possível adaptar os sistemas informáticos para que profissionais de saúde recebessem este mês, como a maioria dos funcionários públicos.

Os profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros, estão na linha da frente, mas não para receber os aumentos salariais. Nas últimas horas foi noticiado que os funcionários públicos começaram a receber esta segunda-feira os salários de abril já com os aumentos de 0,3% ou, no caso das remunerações inferiores a 700 euros, de dez euros. Os montantes contam com os retroativos desde janeiro. Mas o i apurou que os profissionais de saúde vão ficar mais um mês à espera para ver tais aumentos, devido a um problema de parametrização do sistema.

Confrontado ontem pelo i, o Ministério da Saúde confirmou que “o pagamento em abril depende das circunstâncias concretas de cada área”, adiantando mesmo que no Ministério da Saúde “não foi possível efetuar a parametrização dos sistemas informáticos no corrente mês”. Assim, esclarece o gabinete de Marta Temido, “o processamento ocorrerá no próximo mês, com efeitos a janeiro”.

Depois de ontem, dia 20, terem sido pagos os salários de diversas áreas, hoje, dia 21, é a vez de serem pagos diversos profissionais, incluindo os da saúde, que, pelo erro de parametrização, não terão ainda em conta o pagamento do valor correspondente ao aumento.

Recorde-se que, apesar de não ser o responsável pelo atraso, o Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública referiu na sexta-feira que havia áreas que talvez não conseguissem começar já a pagar os aumentos, sem referir quais.

“As atualizações salariais já começaram a ser processadas em abril. No entanto, esse pagamento dependerá da capacidade dos serviços e do momento em que estes processam os respetivos salários”, afirmou fonte oficial daquele ministério, alertando que, em qualquer situação, “os aumentos serão retroativos a janeiro de 2020”.

Rui Rio: “Estes aumentos não podiam acontecer” Ontem, o líder do PSD, Rui Rio, manifestou-se contra estes aumentos para a função pública na rede social Twitter. 

Ao partilhar uma notícia que dava conta de que a função pública começava ontem a receber os aumentos, Rio deixou o seguinte comentário: “Bem sei que 0,3% é pouco. Mas quando há trabalhadores em layoff a receber só dois terços do salário, outros atirados para o desemprego, e as finanças públicas brutalmente pressionadas pelos gastos que estamos a ter de fazer, estes aumentos não podiam acontecer”.

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