16/9/19
 
 
Vítor Rainho 17/06/2019
Vítor Rainho

vitor.rainho@newsplex.pt

Marques Vidal. Uma família anticorrupção

Se Portugal tivesse muito mais homens como José Marques Vidal e José Souto de Moura, certamente que não haveria tanta corrupção em Portugal. Marques Vidal, pai da antiga procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, e do procurador João Marques Vidal, deu uma magnífica entrevista a Felícia Cabrita, publicada no semanário Sol deste fim de semana, onde põe a nu as fragilidades do sistema democrático. O antigo diretor-geral da Polícia Judiciária decidiu lançar um livro, Ad Aeternum, que é uma sátira em que desmonta as fragilidades do regime democrático saído do 25 de Abril – em que há corrupção generalizada dentro do poder político, em aliança com o mundo empresarial e financeiro. Marques Vidal não tem problemas em falar de tudo – “o meu pai era republicano e maçon mas, como era um homem honesto e um democrata, foi expulso da Maçonaria” –, sendo alguns assuntos abordados de uma forma que não dá azo a grandes equívocos, embora seja o leitor que tenha de chegar às suas conclusões. “A personagem Hipátia, uma senhora ‘nariguda’ que permite que a Justiça funcione e que prende a ‘cambada’ que andou a abotoar-se aos dinheiros públicos, pode ser vista como a minha filha…”, disse na entrevista ao Sol.

Se Portugal tivesse muito mais homens como José Marques Vidal e José Souto de Moura, certamente que não haveria tanta corrupção em Portugal. Marques Vidal, pai da antiga procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, e do procurador João Marques Vidal, deu uma magnífica entrevista a Felícia Cabrita, publicada no semanário Sol deste fim de semana, onde põe a nu as fragilidades do sistema democrático.

O antigo diretor-geral da Polícia Judiciária decidiu lançar um livro, Ad Aeternum, que é uma sátira em que desmonta as fragilidades do regime democrático saído do 25 de Abril – em que há corrupção generalizada dentro do poder político, em aliança com o mundo empresarial e financeiro. Marques Vidal não tem problemas em falar de tudo – “o meu pai era republicano e maçon mas, como era um homem honesto e um democrata, foi expulso da Maçonaria” –, sendo alguns assuntos abordados de uma forma que não dá azo a grandes equívocos, embora seja o leitor que tenha de chegar às suas conclusões. “A personagem Hipátia, uma senhora ‘nariguda’ que permite que a Justiça funcione e que prende a ‘cambada’ que andou a abotoar-se aos dinheiros públicos, pode ser vista como a minha filha…”, disse na entrevista ao Sol.

E a verdade é que, com a chegada da sua filha ao cargo de PGR, muito se alterou na justiça. Os supostos almoços semanais de altas figuras da magistratura com grandes causídicos da praça desapareceram e os políticos começaram a perceber que havia alguém no Ministério Público (MP) que não decidia de acordo com a vontade dos governantes. Não acredito que hoje haja mais corrupção do que há 20 ou 30 anos, o que acontece é que o MP, hoje, não se verga com tanta facilidade. Há procuradores desejosos de fazer justiça e de combater um dos maiores cancros do país: a corrupção. Esperemos, pois, que os políticos não consigam interferir na justiça para travarem essa luta tão fundamental para se viver melhor em Portugal. Afinal, os milhões roubados de uma forma mais ou menos descarada, com a complacência do mundo político e empresarial, podiam ajudar muito boa gente a deixar a miséria em que vive. 

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