20/10/19
 
 
Vítor Rainho 07/02/2019
Vítor Rainho

vitor.rainho@newsplex.pt

O fim do estado de graça mesmo no fim...

António Costa diz já não acreditar na maioria absoluta e percebe-se porquê. Quando se pensava que os professores seriam o principal obstáculo para o primeiro-ministro conseguir eleger 116 deputados, eis que enfermeiros e médicos não lhe dão descanso. Nas farmácias faltam medicamentos; a ministra da tutela diz que, nos casos de negligência médica, o que é preciso é “enterrar os mortos e tratar dos vivos”. Uma confusão sem fim. Mas serão só estes os problemas de Costa?

António Costa diz já não acreditar na maioria absoluta e percebe-se porquê. Quando se pensava que os professores seriam o principal obstáculo para o primeiro-ministro conseguir eleger 116 deputados, eis que enfermeiros e médicos não lhe dão descanso. Nas farmácias faltam medicamentos; a ministra da tutela diz que, nos casos de negligência médica, o que é preciso é “enterrar os mortos e tratar dos vivos”. Uma confusão sem fim. Mas serão só estes os problemas de Costa?

Numa governação tão descontraída até há poucos meses, apesar das tragédias que ocorreram no mandato da geringonça, eis que os guardas prisionais e os funcionários judiciais, já para não falar nos magistrados, polícias e bombeiros, também se juntam à “festa” e querem melhores condições de vida e que as restrições impostas pela troika desapareçam.

O mau serviço às populações dos hospitais e das forças de segurança é notório – há hospitais sem médicos e enfermeiros suficientes e esquadras sem carros-patrulha por falta de dinheiro para as reparações e combustível – e os professores ainda não se esqueceram dos anos de trabalho que lhes foram retirados pelo governo de Passos Coelho. Quer tudo isto dizer que António Costa e o seu governo terão um ano difícil, até porque o BE e o PCP também não lhes irão facilitar a vida. Talvez seja por tudo isto que Costa não consiga esconder o seu feitio especial e Rio ande a sonhar com bons resultados. Quem diria?

 

P. S. Há dois dias escrevi um editorial onde falava que não morreu, que se saiba, nenhum adepto de clubes que tenha sido apedrejado na autoestrada. Como, hoje em dia, as pessoas não leem os textos, apenas os títulos e os destaques, foi o suficiente para receber emails ameaçadores e insultuosos. O mundo da bola é mesmo um caso à parte onde a cegueira atrapalha muito. Sempre condenei e continuarei a condenar todo o tipo de violência, seja de que clube for. E as duas mortes de adeptos sportinguistas às mãos de adeptos benfiquistas deviam servir para as autoridades e o governo colocarem fim a um mundo sem lei: o das claques. Se não sabem, que vão a Inglaterra perceber como se faz.

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