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"Foi João Ribas quem propôs sala reservada", diz administração

"Foi João Ribas quem propôs sala reservada", diz administração

Bruno Gonçalves Jornal i 26/09/2018 14:37

 “A ideia de que houve censura é inaceitável”, diz Pacheco Pereira

A presidente do Conselho de Administração da Fundação de Serralves garantiu que não houve censura na exposição das fotografias de Robert Mapplethorpe, reiterando o que já tinha sido dito no domingo, quando surgiu a polémica após a demissão do diretor do museu, João Ribas.

"Todas as imagens foram escolhidas pelo curador da exposição e foi o próprio curador do museu a propor que algumas obras fossem colocadas numa sala reservada", afirmou Ana Pinho numa conferência de imprensa, que também contou com a presença dos outros membros do conselho, Isabel Pires de Lima, José Pacheco Pereira, Manuel Ferreira da Silva e Manuel Cavaleiro Brandão.

Ana Pinho admitiu, no entanto, que o aviso de interdição a menores de 18 anos, colocado na área reservada, partiu da própria administração. Sublinhe-se que depois da polémica o aviso foi alterado, passando a admissão de menores a estar apenas condicionado ao acompanhamento dos pais.

A responsável insistiu também que a responsabilidade de não expor 20 das 179 obras anunciadas foi do ex-diretor, e que este comunicou a sua demissão por e-mail. Ana Pinho não explicou, no entanto, as razões que João Ribas terá usado para justificar a sua saída.

Pacheco Pereira também usou da palavra, reforçando que “a ideia de que houve censura é inaceitável”. Sobre os rumores e as críticas de mal-estar na Fundação, o administrador não hesitou em elogiar a presidente: "Nunca vi ninguém defender melhor os interesses de Serralves do que a Ana".

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