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GNR quer patrulhas a pé para poupar os carros

GNR quer patrulhas a pé para poupar os carros

Marta Cerqueira 08/08/2017 09:50

O presidente da associação profissional da Guarda considera que o patrulhamento apeado é uma solução difícil de concretizar

O Comando Territorial do Porto da GNR assume que os constrangimentos orçamentais para a reparação e manutenção de viaturas levam a medidas de contenção que passam por privilegiar o patrulhamento a pé. Além disso, é aconselhado que as viaturas façam mais 5 mil quilómetros do que o recomendado para a mudança do óleo. A notícia é avançada hoje pelo “Diário De Notícias”, que cita um comunicado enviado a todas as chefias do distrito no qual é explícito que "é absolutamente proibida a autorização de qualquer serviço/aquisição que origine despesa sem prévia emissão da nota de encomenda".

A GNR adianta ainda que "o não cumprimento destas instruções poderá fazer incorrer em responsabilidade pelo pagamento dessas despesas aos militares que as autorizarem", assumindo ainda que o parque de viaturas se encontra bastante degradado, com elevada quilometragem e com avarias constantes.

"Nos tempos que se seguem a reparação e manutenção de viaturas pode estar comprometida por falta de cabimento orçamental da unidade, expectando-se com isto que algumas viaturas fiquem vários meses sem manutenção ou na reparação”, pode ainda ler-se na comunicação confirmada ao DN por César Nogueira, presidente da Associação Profissional da Guarda que adianta que "a evolução desde 2001, desde os tempos da troika, é negativa. Cada vez está pior e agrava-se de ano para ano. Estas medidas são cada vez mais vulgares".

Acatando estas recomendações, um comandante de um destacamento territorial da GNR emitiu o alerta em que sublinha que as medidas de poupança a serem tomadas pelos postos e núcleos "não devem colocar em causa a atividade operacional" e sugere como primeira medida de contenção "optar por um patrulhamento apeado, moto ou ciclo em detrimento do patrulhamento auto". Mas César Nogueira refere que o patrulhamento apeado é uma opção difícil de concretizar, alerta. "Só no centro de uma vila ou cidade é que é possível. A maioria dos postos da GNR tem áreas muito extensas, além de ter efetivos humanos muito reduzidos”, admite.

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