Da Jamaica a Tokyo sem sair de Lisboa


Tudo é agora mais desafogado do que antigamente e com outras condições. Tem um jardim interior comum, onde se vai da Jamaica a Tokyo sem sair de Lisboa.


É a noite de Lisboa em constante transformação. Se já por aqui escrevi que vivemos num tempo em que as grandes discotecas estão entregues aos mais novos e conforme vai avançando a idade a procura por experiências diferentes em contextos diversos é cada vez mais uma realidade, também não é menos verdade que as excepções confirmam a regra. Não estava cá para contar o que fiz no 25 de Abril de 1974 mas já sou do tempo em que tanto o Tokyo como o Jamaica bem como outros grandes nomes de capitais ou países por esse mundo fora, faziam parte de uma rua considerada por muitos o sub-mundo da cidade, onde prostitutas se misturavam nas ruas com gente de olhares estranhos e pesados e onde a escuridão parecia andar de mãos dadas com o lixo, mas onde a música sempre foi rainha. Por lá passava, muito de quando em vez, sobretudo curioso com alguma programação do MusicBox ou para ouvir um pouco mais de música eletrónica no Europa.

Entretanto a Rua Nova do Carvalho deu lugar à famosa Rua Cor de Rosa e alguns espaços míticos mudaram de sítio ou deram origem a outros. O caso da Pensão do Amor é disso um bom exemplo. Mas voltando à terra de Bob Marley, mudou-se de armas e bagagens para a frente do rio, mais propriamente no Cais do Gás na Rua da Cintura do Porto, bem junto à estação fluvial do Cais do Sodré e instalando-se de vez, ao lado do inseparável Tokyo. Nestes anos de nova morada tem-se tornado aos poucos uma das grandes referências da capital, recuperando aliás a sua afluência habitual que já vinha de trás e que há muito conseguiu aglutinar gente de todas as idades que saem à noite para se divertir e gostam dos velhos clássicos rock e pop ou de algumas batidas mais reggae.

Fui lá com um grupo de amigos, depois de um aniversário no fim de semana, e vi de facto um espaço cheio, com gente da minha idade com vontade de se divertir e um ambiente bem saudável. Ouvi dizer que é por lá que param agora as maduras e divorciadas à procura de encontrar novo amor mas estava tão animado (e bem acompanhado) junto dos meus que nem consegui notar nada disso. O que vi foi gente de outro tempo, amigos antigos que revi na esplanada e também no bar, pessoas que já trabalharam comigo “noutra vida” e que gosto sempre de reencontrar porque me fazem recordar bons momentos.

Tudo é agora mais desafogado do que antigamente e com outras condições. Tem um jardim interior comum, onde se vai da Jamaica a Tokyo sem sair de Lisboa e as mãos já não colam ao balcão dos bares (o que é sempre uma boa notícia :p). A música essa continua a mesma. Aqueles clássicos antigos que cantamos sempre com a mesma energia, com letras que conhecemos como a palma das nossas mãos. Uma alternativa bem interessante que nos leva por viagens passadas e que é uma excelente opção para quem sai para dançar e não para ver de que cor são os sapatos dos outros.

Da Jamaica a Tokyo sem sair de Lisboa


Tudo é agora mais desafogado do que antigamente e com outras condições. Tem um jardim interior comum, onde se vai da Jamaica a Tokyo sem sair de Lisboa.


É a noite de Lisboa em constante transformação. Se já por aqui escrevi que vivemos num tempo em que as grandes discotecas estão entregues aos mais novos e conforme vai avançando a idade a procura por experiências diferentes em contextos diversos é cada vez mais uma realidade, também não é menos verdade que as excepções confirmam a regra. Não estava cá para contar o que fiz no 25 de Abril de 1974 mas já sou do tempo em que tanto o Tokyo como o Jamaica bem como outros grandes nomes de capitais ou países por esse mundo fora, faziam parte de uma rua considerada por muitos o sub-mundo da cidade, onde prostitutas se misturavam nas ruas com gente de olhares estranhos e pesados e onde a escuridão parecia andar de mãos dadas com o lixo, mas onde a música sempre foi rainha. Por lá passava, muito de quando em vez, sobretudo curioso com alguma programação do MusicBox ou para ouvir um pouco mais de música eletrónica no Europa.

Entretanto a Rua Nova do Carvalho deu lugar à famosa Rua Cor de Rosa e alguns espaços míticos mudaram de sítio ou deram origem a outros. O caso da Pensão do Amor é disso um bom exemplo. Mas voltando à terra de Bob Marley, mudou-se de armas e bagagens para a frente do rio, mais propriamente no Cais do Gás na Rua da Cintura do Porto, bem junto à estação fluvial do Cais do Sodré e instalando-se de vez, ao lado do inseparável Tokyo. Nestes anos de nova morada tem-se tornado aos poucos uma das grandes referências da capital, recuperando aliás a sua afluência habitual que já vinha de trás e que há muito conseguiu aglutinar gente de todas as idades que saem à noite para se divertir e gostam dos velhos clássicos rock e pop ou de algumas batidas mais reggae.

Fui lá com um grupo de amigos, depois de um aniversário no fim de semana, e vi de facto um espaço cheio, com gente da minha idade com vontade de se divertir e um ambiente bem saudável. Ouvi dizer que é por lá que param agora as maduras e divorciadas à procura de encontrar novo amor mas estava tão animado (e bem acompanhado) junto dos meus que nem consegui notar nada disso. O que vi foi gente de outro tempo, amigos antigos que revi na esplanada e também no bar, pessoas que já trabalharam comigo “noutra vida” e que gosto sempre de reencontrar porque me fazem recordar bons momentos.

Tudo é agora mais desafogado do que antigamente e com outras condições. Tem um jardim interior comum, onde se vai da Jamaica a Tokyo sem sair de Lisboa e as mãos já não colam ao balcão dos bares (o que é sempre uma boa notícia :p). A música essa continua a mesma. Aqueles clássicos antigos que cantamos sempre com a mesma energia, com letras que conhecemos como a palma das nossas mãos. Uma alternativa bem interessante que nos leva por viagens passadas e que é uma excelente opção para quem sai para dançar e não para ver de que cor são os sapatos dos outros.