Federação Internacional de Andebol passa a admitir uso de calções como equipamento feminino

Federação Internacional de Andebol passa a admitir uso de calções como equipamento feminino


A seleção feminina da Noruega foi o grande motor para que esta regra fosse alterada. A equipa foi multada durante o Europeu por usar calções em vez do então obrigatório biquíni reduzido. 


Depois de a seleção feminina norueguesa ter batalhado tanto, a Federação Internacional de Andebol (IHF) decidiu aprovar o uso de calções até meio da coxa como equipamento feminino.

Esta alteração foi confirmada pela federação europeia (EHF), esta quinta-feira, e pertence às novas regras do andebol de praia, ditando assim o fim da obrigatoriedade do uso do biquíni reduzido pelas atletas desta modalidade.

"A Federação Europeia de Andebol agradece totalmente a decisão da Federação Internacional de Andebol", afirmou o presidente da EHF, Michael Wiederer, que também vincou o facto de a IHF ter considerado e analisados as sugestões da federação europeia.

As novas regras serão apresentadas no Congresso da IHF, que irá decorrer de 8 a 11 de novembro, na Turquia, e entrarão em vigor em 01 de janeiro de 2022.

A discussão sobre o equipamento feminino atingiu o auge, quando no Europeu de andebol de praia, em julho deste ano, a seleção feminina da Noruega – que ganhou medalha de bronze nesse torneio – recusou jogar de biquíni a fim de protestar a sua obrigatoriedade, tendo sido multada em cerca de 1.500 euros devido ao uso de “roupas impróprias”.  

A atitude das atletas mereceu atenção nas redes sociais e chegou a levar a artista norte-americana Pink a querer pagar a multa das jogadoras.

“Estou muito orgulhosa da seleção feminina norueguesa de andebol de praia por protestar contra as regras sexistas relativamente aos seus equipamentos", escreveu a cantora no Twitter. “Que bom para vocês, senhoras. Ficarei feliz por pagar as vossas multas. Continuem assim”, apontou Pink.