Os referendos seriam cómicos se não fossem trágicos


Já se percebeu que os russos começam a acordar para o pesadelo em que vivem, notando-se nos milhares que tentam fugir a todo o custo do país para não serem voluntários à força, numa guerra que é responsabilidade de um homem louco, que sonha de novo com o império russo. Falar em paz, favorecendo o…


Os referendos realizados nos territórios ucranianos conquistados pelos russos, se não fosse um problema dramático, dariam para nos rirmos, tal a farsa, a encenação e, já agora, perseguição. A história das mesas de voto com pernas é genial, andando os lacaios de Putin com as urnas de rua em rua à procura de desgraçados que não possam fugir.

É tudo mau demais, mas olhando para alguns cavernícolas que nas televisões portuguesas querem legitimar tal palhaçada, dizendo que a partir de agora qualquer ataque ucraniano a esses territórios é um ataque a solo russo, justificando-se a resposta nuclear russa, ainda fico mais estarrecido.

Imaginemos que Espanha atacava e conquistava o Algarve. Portugal não poderia atacar as tropas que lá estavam e, inclusivamente, a própria Espanha? É tão óbvia a resposta que se torna completamente estúpido o argumento de que os ucranianos não podem tentar recuperar o que é seu.

Já se percebeu que os russos começam a acordar para o pesadelo em que vivem, notando-se nos milhares que tentam fugir a todo o custo do país para não serem voluntários à força, numa guerra que é responsabilidade de um homem louco, que sonha de novo com o império russo. Falar em paz, favorecendo o invasor, é um argumento completamente estapafúrdio.

Os seus defensores entendem que a paz só será alcançada quando a Ucrânia aceitar, de livre vontade, ficar sem os territórios ocupados. Genial. Se em cima da mesa estivesse simplesmente a não entrada da Ucrânia na NATO, percebia-se e aceitava-se, desde que os russos abandonassem todo o território conquistado, incluindo a Crimeia. Mas Putin jamais quererá um acordo que implique ficar sem esses territórios, tão estratégicos financeiramente e militarmente.

Logo, o futuro não se adivinha radioso para toda a Europa. Vamos atravessar um inverno mais rigoroso que o costume, com um aumento do custo de vida que poderá fazer crescer a falange de apoiantes da invasão russa. Como diz o velho ditado português, casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.

P. S. Numa guerra cometem-se atrocidades de ambas as partes, mas as que nos têm chegado do lado dos russos são horrendas. As atrocidades cometidas contra o militar de Azovstar são perturbadoras.

Os referendos seriam cómicos se não fossem trágicos


Já se percebeu que os russos começam a acordar para o pesadelo em que vivem, notando-se nos milhares que tentam fugir a todo o custo do país para não serem voluntários à força, numa guerra que é responsabilidade de um homem louco, que sonha de novo com o império russo. Falar em paz, favorecendo o…


Os referendos realizados nos territórios ucranianos conquistados pelos russos, se não fosse um problema dramático, dariam para nos rirmos, tal a farsa, a encenação e, já agora, perseguição. A história das mesas de voto com pernas é genial, andando os lacaios de Putin com as urnas de rua em rua à procura de desgraçados que não possam fugir.

É tudo mau demais, mas olhando para alguns cavernícolas que nas televisões portuguesas querem legitimar tal palhaçada, dizendo que a partir de agora qualquer ataque ucraniano a esses territórios é um ataque a solo russo, justificando-se a resposta nuclear russa, ainda fico mais estarrecido.

Imaginemos que Espanha atacava e conquistava o Algarve. Portugal não poderia atacar as tropas que lá estavam e, inclusivamente, a própria Espanha? É tão óbvia a resposta que se torna completamente estúpido o argumento de que os ucranianos não podem tentar recuperar o que é seu.

Já se percebeu que os russos começam a acordar para o pesadelo em que vivem, notando-se nos milhares que tentam fugir a todo o custo do país para não serem voluntários à força, numa guerra que é responsabilidade de um homem louco, que sonha de novo com o império russo. Falar em paz, favorecendo o invasor, é um argumento completamente estapafúrdio.

Os seus defensores entendem que a paz só será alcançada quando a Ucrânia aceitar, de livre vontade, ficar sem os territórios ocupados. Genial. Se em cima da mesa estivesse simplesmente a não entrada da Ucrânia na NATO, percebia-se e aceitava-se, desde que os russos abandonassem todo o território conquistado, incluindo a Crimeia. Mas Putin jamais quererá um acordo que implique ficar sem esses territórios, tão estratégicos financeiramente e militarmente.

Logo, o futuro não se adivinha radioso para toda a Europa. Vamos atravessar um inverno mais rigoroso que o costume, com um aumento do custo de vida que poderá fazer crescer a falange de apoiantes da invasão russa. Como diz o velho ditado português, casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.

P. S. Numa guerra cometem-se atrocidades de ambas as partes, mas as que nos têm chegado do lado dos russos são horrendas. As atrocidades cometidas contra o militar de Azovstar são perturbadoras.