27/06/2022
 
 
Mário Bacelar Begonha 31/03/2022
Mário Bacelar Begonha

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Guerra, NATO e Serviço Militar

A questão mais urgente, de momento, é a reposição do Serviço Militar Obrigatório, como forma de preparar o futuro do País, em caso de necessidade.

Salazar inventou, durante a 2.ª Guerra Mundial (39-45) a “Neutralidade Colaborante”, até porque, quer ele, quer Franco (Espanha), estavam convencidos que Hitler ganharia a guerra. Ficou assente que o território dos Açores, poderia ser bombardeado, mas Portugal Continental não, coisa que, de facto, nunca se verificou. A NATO (OTAM) é um pacto de defesa do Mundo da Europa Ocidental e, acima de tudo, da preservação da sua cultura e do seu estilo de vida. Para isso está previsto que os vários Estados soberanos contribuam com 2% do seu PIB para o orçamento global do esforço da defesa, em caso de guerra, e, em tempo de paz, para a dissuasão e prontidão para um eventual conflito. Trump, acusou o Ocidente de não cumprir esta obrigação, deixando a defesa do Ocidente a cargo dos EUA no que toca ao orçamento total. Perante a atual conjuntura política, com um cenário de genocídio, sem qualquer respeito pela convenção de Genebra, o mundo está de novo confrontado com alguém que não cumpre os Tratados Internacionais e o Direito Internacional, o que coloca os países da NATO, e não só, em estado de alerta perante uma guerra de invasão, como medida de dissuasão e, sobre tudo, de segurança das suas fronteiras. É tempo de Portugal começar a pensar, seriamente, no restabelecimento do Serviço Militar Obrigatório (SMO) para rapazes e raparigas, de modo a que Portugal tenha de facto possibilidade de organizar a sua defesa, em caso de ser atacado, por qualquer louco, ou melhor, por qualquer lunático, que resolva encarnar qualquer herói da História, e restaurar fronteiras passadas, tirando a paz e a tranquilidade ao Povo Português. As juventudes partidárias, leia-se Partidos Políticos, votaram em massa, o fim do Serviço Militar obrigatório, declinando qualquer obrigação e responsabilidade na Defesa da Nação, em caso de necessidade e dando, como facto adquirido, que essa obrigação compete, exclusivamente, aos militares no quadro permanente das Forças Armadas, sem cuidar de saber se isso será suficiente, ignorando que a população portuguesa, além de estar a envelhecer, está também a diminuir, prevendo-se que nos próximos 25 anos não ultrapasse os 8 milhões de habitantes nacionais. As Forças Armadas são toda a população em armas, compete pois a todos os cidadãos, dos 18 aos 60 anos (65?) essa função, só que não se entende, nem se pode aceitar, que haja um comandante supremo das Forças Armadas, que não tenha cumprido o Serviço Militar Obrigatório, questão que é fácil de solucionar com a inelegibilidade para o cargo, por parte de quem não cumpriu o Serviço Militar Obrigatório. Quanto a nós, pensamos que a questão mais urgente, de momento, é a reposição do Serviço Militar Obrigatório, como forma de preparar o futuro do país, em caso de necessidade. É que 2% do PIB, sem pessoas habilitadas, e motivadas, para participar na defesa da Nação, sabendo operar com armas modernas, é uma equação impossível, já que de nada vale, ficando a ideia de uma enorme frustração e impotência perante uma oportunidade perdida, com consequências que poderão ser dramáticas.

 

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