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PSD. André Ventura desconfia que Rui Rio o quer mandar embora

PSD. André Ventura desconfia que Rui Rio o quer mandar embora

Francisco Soares Rosa Ramos 12/09/2018 09:00

Vereador em Loures quer reunião urgente com o líder do partido e avisa que não pode estar “num projeto” em que não é “desejado”

André Ventura vai pedir uma reunião “de urgência” ao líder do PSD para “esclarecer” uma conversa que Rui Rio terá tido com elementos da direção do partido, em abril, em que defendeu que André Ventura e outros dois sociais- -democratas deveriam abandonar o PSD. “Numa conversa sobre as vozes críticas que há no partido, o dr. Rui Rio afirmou que até agradecia, e o PSD também, se eu e outros dois camaradas saíssemos”, contou ao i André Ventura, que divulgou o caso no Facebook e garante que vai pedir a reunião ainda esta semana. “O presidente do PSD tem de clarificar esta situação porque, a ser verdade, não posso estar num projeto em que não sou desejado, muito menos em representação de uma autarquia com a dimensão da de Loures”, acrescenta o vereador que, por enquanto, não revela quem são os outros nomes a quem Rui Rio se terá referido.André Ventura diz que soube do comentário do presidente do partido há já vários meses e André Ventura vai pedir a reunião através do secretário-geral do PSD, José Silvano, e diz esperar ser recebido por Rui Rio. E se o presidente do partido admitir o comentário e o convidar a sair? “Se ele me disser isso frente a frente, se calhar não estamos no mesmo caminho. Sou militante desde os 17 anos, passei por cargos locais, regionais e nacionais. Seria de uma gravidade extrema”, diz André Ventura que, aquando da corrida à liderança do PSD, apoiou Santana Lopes – que entretanto saiu para fundar um novo partido, a Aliança –, e não Rui Rio. “É público que temos as nossas diferenças, mas o dr. Rui Rio tem de esclarecer se dentro do PSD há, ou não, espaço para pensamentos alternativos”, continua André Ventura, que remata: “Ou remamos todos para o mesmo lado ou estamos, verdadeiramente, a perder tempo.” Na sexta-feira, Rui Rio convidou os críticos internos a abandonar o PSD. “Aqueles que discordem devem sair. (...) O que não é bonito? Ficar dentro do PSD a destruir o próprio partido”, afirmou. E as reações não se fizeram esperar. O presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, acusou Rio de ter “necessidade de fazer bullying permanente aos seus companheiros”. O deputado Carlos Abreu Amorim afirmou que o líder do PSD é “um chefe de fação, e não o presidente de um grande partido democrático”, e o antigo deputado José Eduardo Martins ironizou: “É um mau conselho. Já eu, apesar da miséria das sondagens, acho que todos somos poucos.” Já o deputado Miguel Morgado, antigo conselheiro de Passos Coelho, avisou: “O PSD não tem donos.” André Ventura vai pedir uma reunião “de urgência” ao líder do PSD para “esclarecer” uma conversa que Rui Rio terá tido com elementos da direção do partido, em abril, em que defendeu que André Ventura e outros dois sociais- -democratas deveriam abandonar o PSD.

“Numa conversa sobre as vozes críticas que há no partido, o dr. Rui Rio afirmou que até agradecia, e o PSD também, se eu e outros dois camaradas saíssemos”, contou ao i André Ventura, que divulgou o caso no Facebook e garante que vai pedir a reunião ainda esta semana. “O presidente do PSD tem de clarificar esta situação porque, a ser verdade, não posso estar num projeto em que não sou desejado, muito menos em representação de uma autarquia com a dimensão da de Loures”, acrescenta o vereador que, por enquanto, não revela quem são os outros nomes a quem Rui Rio se terá referido.

André Ventura diz que soube do comentário do presidente do partido há já vários meses e “por amigos”, mas que inicialmente desvalorizou o caso. E só na semana passada, quando Rui Rio disse, em entrevista à TSF, que os críticos internos devem sair, ficou “preocupado”. “O que se está a passar é preocupante. O dr. Rui Rio não pode adotar um discurso de grande líder que não permite a crítica interna.”

André Ventura vai pedir a reunião através do secretário-geral do PSD, José Silvano, e diz esperar ser recebido por Rui Rio. E se o presidente do partido admitir o comentário e o convidar a sair? “Se ele me disser isso frente a frente, se calhar não estamos no mesmo caminho. Sou militante desde os 17 anos, passei por cargos locais, regionais e nacionais. Seria de uma gravidade extrema”, diz André Ventura que, aquando da corrida à liderança do PSD, apoiou Santana Lopes – que entretanto saiu para fundar um novo partido, a Aliança –, e não Rui Rio. “É público que temos as nossas diferenças, mas o dr. Rui Rio tem de esclarecer se dentro do PSD há, ou não, espaço para pensamentos alternativos”, continua André Ventura, que remata: “Ou remamos todos para o mesmo lado ou estamos, verdadeiramente, a perder tempo.”

Na sexta-feira, Rui Rio convidou os críticos internos a abandonar o PSD. “Aqueles que discordem devem sair. (...) O que não é bonito? Ficar dentro do PSD a destruir o próprio partido”, afirmou. E as reações não se fizeram esperar. O presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, acusou Rio de ter “necessidade de fazer bullying permanente aos seus companheiros”. O deputado Carlos Abreu Amorim afirmou que o líder do PSD é “um chefe de fação, e não o presidente de um grande partido democrático”, e o antigo deputado José Eduardo Martins ironizou: “É um mau conselho. Já eu, apesar da miséria das sondagens, acho que todos somos poucos.” Já o deputado Miguel Morgado, antigo conselheiro de Passos Coelho, avisou: “O PSD não tem donos.”

 

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