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Animadoras de equipa de futebol americano dizem ter sido forçadas a despirem-se
AFP

Animadoras de equipa de futebol americano dizem ter sido forçadas a despirem-se

AFP Jornal i 06/05/2018 17:52

Direção da equipa Washington Redskin forçou as suas cheerleadres a fazerem sessões fotográficas nuas com a presença de patrocinadores e obrigou-as a sair como acompanhantes destes à noite

Cinco cheerleaders da equipa de futebol americano Washington Redskins denunciaram comportamentos pouco próprios da direção da equipa que as obrigou a posar nuas para fotografias e a sair como acompanhantes com os patrocinadores da equipa.

O caso remonta a uma visita à Costa Rica em 2013, com o pretexto de as animadoras fazerem fotografias para um calendário fotográfico. Assim que o grupo de mulheres chegaram ao resort Occidental Grand Papagayo, em Culebra Bay, um local de turismo reservado só a adultos, foram-lhes tirados os passaportes.

As cinco cheerleaders afirmam ter sido obrigadas a posar em topless ou nuas cobertas apenas de tinta, embora nenhuma das fotografias que saiu no calendário exibisse essas situações.  As sessões fotográficas, que duraram mais de 14 horas, foram acompanhadas, no local, pelos patrocinadores e os detentores de camarotes FedExField .

“Na sessão de uma amiga, colocamo-nos em volta dela como uma muralha humana, porque ela estava basicamente nua, e assim impedimos que os homens que assistiam a vissem despida”, disse uma delas ao “New York Times”.

À noite depois de uma sessão de trabalho que demorou todo o dia, a diretora da equipa disse a 9 das 36 animadoras que algumas delas ainda tinham trabalho para fazer até de madrugada. “Voltem aos seus quartos e aprontem-se”, alguns patrocinadores tinham escolhido algumas raparigas para saírem à noite com elas. Diversas cheerleaders terão começado a chorar. “Ninguém nos apontou um revólver, mas o trabalho era obrigatório”, disse uma delas ao “New York Times”. “Não nos convidaram a ir: ordenaram que fossemos. Algumas de nós ficamos arrasadas, porque sabíamos o que a diretora nos estava a propor”, afirmou outra.

A saída não exigia sexo, mas foi-lhes dito que se comportassem como símbolos sexuais, de modo a satisfazerem os patrocinadores.

A denuncia sobre o que aconteceu nesta viagem à Costa Rica foi feita por cinco animadoras que mantiveram o anonimato, porque assinaram contratos de confidencialidade com o clube.

“Simplesmente não é correto enviar cheerleaders a encontros com homens desconhecidos, especialmente quando algumas delas disseram que não querem ir”, disse uma das testemunhas. “Mas infelizmente não creio que isso vá mudar até que alguma coisa de terrível aconteça, como alguma seja agredida e violada. Só assim os clubes vão mudar de atitude”, conclui essa cheerleader.

No final dessa viagem em 2013, várias das participantes não aceitaram continuar a trabalhar com o Washington Redskins, por sentirem falta de segurança e que o clube tinha atuado “como de um chulo se tratasse”.

Stephanie Jojokian, diretora de coreografia da equipa, nega que as raparigas tenham sido forçadas a fazer o que fizeram: “Não forcei ninguém”, repete.  

Em comunicado o clube declarou que o seu programa de cheerleaders era um “motivo de orgulho” e “de serviço à comunidade”.  

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