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Vacinas para combater surto de hepatite A vão ser distribuídas na USF da Baixa

Vacinas para combater surto de hepatite A vão ser distribuídas na USF da Baixa

Marta F. Reis 31/03/2017 20:35

Unidade de Saúde Familiar da Baixa, no Martim Moniz, vai ser o local central de vacinação

A administração de vacinas para combater o surto de hepatite A na região de Lisboa, que até ao momento afeta sobretudo homens que têm sexo com homens na faixa etária dos 30 anos, vai ser centralizada na Unidade de Saúde Familiar da Baixa, no Martim Moniz. A USF inaugurada no final do ano passado foi o local escolhido para instalar uma central de vacinação. 

A DGS revelou esta tarde, após uma reunião com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Instituto Ricardo Jorge e associações que trabalham no terreno com a população em maior risco, que foram requisitadas 7.000 vacinas às farmácias. O diretor-geral da Saúde Francisco George, citado pela agência Lusa, disse haver a estimativa de que serão necessárias apenas duas mil doses para contornar o problema. 

As vacinas estavam à venda nas farmácias mas ultimamente tem havido alguma escassez no stock. Agora, mediante receita médica, a vacinação será gratuita nesta unidade do Serviço Nacional de Saúde.

Recorde-se que a DGS recomenda a vacina às pessoas em contacto mais próximo com doentes que tenham sido diagnosticado nas últimas semanas, pessoas que viajem para áreas onde o vírus é endémico (Ásia, África, América Central e do Sul) e também homens que têm sexo com homens com comportamentos de maior risco:

- Sexo anal (com ou sem preservativo);

- Sexo oro-anal.

- Sexo anónimo com múltiplos parceiros;

- Sexo praticado em saunas e clubes, entre outros locais

As pessoas com hepatite A podem passar o vírus três a uma semana antes de surgirem sintomas. A hepatite A transmite-se, geralmente, através da ingestão de alimentos ou de água contaminados por matérias fecais de pessoas infetadas. No entanto, este novo surto começou em 13 países europeus associado a práticas sexuais mais frequentes entre os homens que têm sexo com homens, como sexo anal com ou sem preservativo e estimulação do ânus com a língua, daí haver registo de uma maior número de casos nesta população.

Se tem qualquer um destes fatores de risco, pode procurar consulta médica em qualquer estabelecimento. O centro comunitário CheckpointLX do GAT - Grupo Português de Activistas Sobre Tratamentos de Vih/Sida - trabalha em particular com as questões de saúde dos homens que têm sexo com homens e disponibilizam uma consulta. Têm também um serviço que permite notificar parceiros, com a hipótese de o fazer anonimamente. Saiba mais aqui. 

 

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