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PS pede doze euros a cada militante para “melhores contas” e “desafios”

PS pede doze euros a cada militante para “melhores contas” e “desafios”

Gonçalo Fernandes Santos Sebastião Bugalho 21/12/2016 12:35

Secretário nacional para a administração do partido enviou ontem missiva com referências de multibanco a cada “camarada”

“Neste período de final de ano, vimos pedir-lhe um apoio adicional ao nosso partido, através do pagamento de uma quota anual extraordinária de 12,00 € (ou um valor superior, se assim entender)”, é assim que a mensagem enviada ontem aos militantes do Partido Socialista começa.Luís Manuel Patrão, o secretário nacional do partido para a administração lembra que o “esforço individual, conjugado com os de muitos outros camaradas, permitirá ao partido apresentar melhores contas e preparar-se para os grandes desafios eleitorais que se aproximam”, numa clara referência às autárquicas que se realizarão no próximo ano, 2017.

Desde que António Costa é líder do PS que os socialistas ainda não venceram um ato eleitoral, nas legislativas ou nas presidenciais. As ambições para as autárquicas são elevadas. 21 milhõesA Comissão Permanente dos socialistas desmentiria a alegada “falência”, lançado um comunicado à imprensa que afirmava que “há uma enorme diferença entre uma situação financeira complexa e uma falência” e que o partido “está a honrar, em plenitude, os seus compromissos financeiros e iniciou mesmo, no ano corrente, um processo de amortização de dívida negociado com as instituições de crédito que permitirá uma redução sustentada do seu endividamento”.

Em setembro deste ano, o órgão do partido assumiu ainda que “mal seria que o PS não contasse, como conta e sempre contou, com o apoio dos seus dirigentes e militantes, tanto para o trabalho político como para os aspetos das despesas operacionais correntes”.Parece que este Natal, é precisamente com esse apoio que o partido torna a contar. Com “votos de Boas Festas e cordiais saudações socialistas”.

CampanhasO partido conta agora novamente com o espírito natalício e de solidariedade dos seus militantes. “Neste período de final de ano, vimos pedir-lhe um apoio adicional ao nosso partido, através do pagamento de uma quota anual extraordinária de 12,00 € (ou um valor superior, se assim entender)”, é assim que a mensagem enviada ontem aos militantes do Partido Socialista começa.

Luís Manuel Patrão, o secretário nacional do partido para a administração lembra que o “esforço individual, conjugado com os de muitos outros camaradas, permitirá ao partido apresentar melhores contas e preparar-se para os grandes desafios eleitorais que se aproximam”, numa clara referência às autárquicas que se realizarão no próximo ano, 2017. Desde que António Costa é líder do PS que os socialistas ainda não venceram um ato eleitoral, nas legislativas ou nas presidenciais. As ambições para as autárquicas são elevadas.

21 milhões

Este ano, o Jornal de Negócios já noticiara que o Partido Socialista se encontra em falência técnica, referindo um passivo de mais de vinte e um milhões de euros. De acordo com o Negócios, haveria “iniciativas a serem canceladas por falta de verbas” e despesas correntes (como as da água e luz) a serem asseguradas por dirigentes locais, sendo que o partido lhes pedira para assumirem esses encargos como “contribuições”.

A Comissão Permanente dos socialistas desmentiria a alegada “falência”, lançado um comunicado à imprensa que afirmava que “há uma enorme diferença entre uma situação financeira complexa e uma falência” e que o partido “está a honrar, em plenitude, os seus compromissos financeiros e iniciou mesmo, no ano corrente, um processo de amortização de dívida negociado com as instituições de crédito que permitirá uma redução sustentada do seu endividamento”.

Em setembro deste ano, o órgão do partido assumiu ainda que “mal seria que o PS não contasse, como conta e sempre contou, com o apoio dos seus dirigentes e militantes, tanto para o trabalho político como para os aspetos das despesas operacionais correntes”.

Parece que este Natal, é precisamente com esse apoio que o partido torna a contar. Com “votos de Boas Festas e cordiais saudações socialistas”.

Campanhas

O problema das despesas correntes nas sedes e das despesas de campanha não é novo. Em 2015, o semanário Expresso noticiara que o partido, já liderado por António Costa, pedira um empréstimo à banca de 1,5 milhões de euros para pagar a campanha para as eleições legislativas e que já havia rendas em atraso e “água e luz cortadas”.

O partido conta agora novamente com o espírito natalício e de solidariedade dos seus militantes.

 

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