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Conheça Cabify, o novo concorrente da Uber

Conheça Cabify, o novo concorrente da Uber

Sónia Peres Pinto 08/05/2016 11:59

O anúncio foi feito pela empresa espanhola na sua página de Facebook. O aparecimento do concorrente da Uber surge numa altura em que taxistas continuam a declarar guerra ao serviço de transporte privado  

A Cabify, empresa que presta serviços de transporte privado através de aplicações informáticas para dispositivos móveis, está prestes a chegar a Portugal. O anúncio já foi feito pela empresa na sua página de Facebook e, para já, a oferta deverá ficar limitada a Lisboa.

No anúncio que fez nesta rede social, a Cabify promete “revolucionar o sistema de mobilidade urbana” através dos serviços que presta. 

Para já, ainda não há grandes informações de como esta plataforma vai funcionar, mas nos outros mercados onde atua o valor de cada viagem é calculado apenas com base na distância que é percorrida, ignorando o tempo passado no trânsito. Por isso, o preço exato é revelado ao cliente no momento em que este acede à aplicação para escolher a viagem. 

Tal como acontece com a Uber, que disponibiliza dois tipos de serviços, a uberX e a UberBlack – esta última apenas na cidade de Lisboa –, também a aplicação Cabify conta com as versões light e Executivo. 
A espanhola Cabify chegou no final do mês de abril ao Brasil e conta com a presença em 14 cidades localizadas em vários países, como Espanha, México, Peru, Chile e Colômbia.
 
Taxistas declaram guerra O aparecimento de mais uma empresa ligada ao serviço de transporte privado surge numa altura em que os taxistas portugueses declaram uma guerra aberta à concorrente Uber, tendo convocado na semana passada uma marcha lenta com o objetivo de paralisar as grandes cidades, como Lisboa e Porto.

A iniciativa acabou por ajudar “ainda mais” ao sucesso da Uber, já que no dia de paralisação a aplicação desta plataforma acabou por ser a segunda mais descarregada ao longo do dia na app store. 

Em reação a este descontentamento, o ministro do Ambiente, João Matos Ferreira, já voltou a defender a necessidade de rever o setor dos transportes. E assumiu que isso passa pela situação específica do setor do táxi, cujo “peso regulamentar muito forte” considerou “anacrónico” em relação “aquilo que é hoje o desempenho do setor”. Mas também acrescentou que a revisão passa por “olhar para o regulamento da sua atividade, sabendo que há novas formas de mobilidade”, como a Uber, “e que estas devem ser serenamente discutidas”.

A Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) já várias vezes exigiu que os carros da Uber fossem apreendidos e os motoristas multados. O responsável máximo pela Uber em Portugal, Rui Bento, respondeu, garantindo que todos os motoristas da plataforma estão legalizados e todos os serviços são declarados aos impostos, por isso, defende que não há nada na justiça que os possa impedir de trabalhar.

O responsável diz ainda que “a Uber, em Portugal, não tem nenhum processo em curso que restrinja a sua operação. Existe, sim, um conjunto de medidas cautelares sobre uma empresa que presta serviços de Uber nos Estados Unidos e no Canadá, que está pendente de recurso no Tribunal da Relação e estamos a aguardar a decisão”.

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