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Ruben Amorim.Ai Jesus que lá vou eu

Ruben Amorim.Ai Jesus que lá vou eu

29/12/2011 03:00

É dia 27 de Janeiro de 1985. O Benfica perde em casa com o FC Porto (1-0, golo de Gomes) mas há um benfiquista feliz da vida. É o pai de Ruben Amorim, que o faz sócio.

Passam-se anos e anos. Ruben joga hóquei em patins (à baliza) e só depois futebol. Ao todo, são anos no Benfica até o presidente Vale e Azevedo adbicar de muitos escalões de formação. Está tentado a ir para o Sporting, mas a clubite aguda não o permite, e prefere o CAC Pontinha, onde joga o seu irmão mais velho. De lá, salta para o Corroios, outra vez atrás do irmão. Só se separam em 2002. Um para o Alverca, outro para o Belenenses. No Restelo, é onde Ruben se impõe. Como júnior. E senior. Estreia-se com o Alverca, lançado por Casaca, adjunto de Bogicevic. Seguem-se outros treinadores: Couceiro, Carvalhal e Jesus, o tal que lhe faz acreditar na polivalência, até hoje o seu maior trunfo no debate sobre Ruben Amorim ser ou não um bom partido para um grande como o Benfica. Sim, porque Ruben volta a casa.

“Em 2008, já tinha acertado a minha saída com o Belenenses. Só faltava definir o destino: Lazio ou Wolfsburgo eram os mais fortes candidatos. Queria ajudar a família, ter estabilidade, e na altura ia para o estrangeiro. Lembro-me de que tinha viagem marcada para Itália e para a Alemanha quando recebi um contacto do Rui Costa, que me surpreendeu tanto que nem pensei que era ele. Foi fundamental para a minha decisão, fiquei muito orgulhoso, contei logo aos meus pais e depois tudo correu bem.” Ruben Amorim, o sócio número 18 301 do Benfica, assina pelo clube do coração. O Benfica de Quique Flores.

Na época seguinte, com Jesus, sagra-se campeão nacional e recebe os maiores elogios do treinador. Ainda e sempre a polivalência. O problema é esse mesmo: Ruben é polivalente. Em 2011/12, é-o até no banco de suplentes. Ao lado do guarda-redes Eduardo ou do avançado Saviola ou de outro qualquer. Raras vezes é utilizado num onze sem portugueses, o que motiva um curioso desabafo ao serviço da selecção nacional. “É uma opção do míster Jorge Jesus achar que não devo jogar no Benfica. Fico feliz por Paulo Bento pensar de outra forma.”

Na realidade, só quando Maxi Pereira está lesionado é que Ruben lá salta para a titularidade – na última das vezes, até é capitão num jogo da Champions, com os romenos do Otelul.

No último jogo do ano, antes das férias de Natal (5-2 ao Rio Ave na Luz), Ruben aquece, aquece e aquece. Mas não entra em campo. No balneário, discute com Jesus à frente de todos os companheiros e é suspenso pelo Benfica. Não se treina com o plantel mas continua a fazer exercícios físicos sozinho. A janela do mercado em Janeiro permite-lhe encarar o futuro com outro ar, na esperança de paz de espírito, um novo clube e, quem sabe?, a convocatória de Paulo Bento para o Euro-2012. Entretanto, aquece, aquece, aquece...

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