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Há 50 anos, Portugal estreia Eusébio... e falha Mundial-62

Há 50 anos, Portugal estreia Eusébio... e falha Mundial-62

08/10/2011 03:00

Fernando Peyroteo é o avançado mais eficaz de todos os tempos na relação jogos (197)-golos (330) em campeonatos nacionais, sempre ao serviço do Sporting, entre 1937 e 1949. Aos 31 anos de idade retira-se dos relvados, mas não do futebol, porque assume a selecção nacional em 1961, durante a fase de qualificação para o Mundial do Chile-62.
A sua estreia está marcada para o dia 8 de Outubro de 1961, no Grão-Ducado do Luxemburgo. Eles são amadores, nós temos os campeões europeus Costa Pereira, José Águas (capitão), Coluna e Cavém. Para compor o ramalhete, Peyroteo chama Eusébio. É um jovem de 19 anos, mas já com tantas provas dadas no futebol, entre as quais os nove golos em cinco jogos oficiais pelo Benfica desde 1 de Junho de 1961, data da sua estreia, mais aquela magnífica exibição no Torneio de Paris, no Verão, em que o avançado entra a pouco mais de 15 minutos do fim e, mesmo assim, marca três golos ao Santos de Pelé. No dia seguinte, o “L’Équipe” intitula: “Eusébio, 3 – Pelé, 2”
No Luxemburgo, o seleccionador Peyroteo lança Eusébio (e ainda Pérides e Morato, ambos do Sporting), mas sai tudo ao contrário. Quando menos se espera, o escândalo abate-se sobre a selecção portuguesa. Chegada a hora de defrontar os tais “amadores”, um hat-trick de Schmit (4-2) garante a primeira vitória do Luxemburgo desde 1951 e antecipa o adeus de Portugal às pretensões de chegar ao Mundial do Chile, dada a obrigatoriedade de vencer a Inglaterra em Wembley na última jornada da qualificação – tal não acontece (0-2) no jogo em que Eusébio é pela primeira vez alcunhado de Pantera Negra.
No Luxemburgo, a única pantera à solta é Adolphe “Ady” Schmit, autor dos três primeiros golos do jogo a Costa Pereira (22’, 53’ e 57’), façanha que lhe permite sair de casa (Fola Esch) e aventurar-se por França (Sochaux). O 3-1 surge por Eusébio aos 83 minutos num lance individual em que todos os luxemburgueses estão à espera de um passe para José Águas. Mais intuitivo e felino que todos os outros (juntos), Eusébio remata com força e colocação para o golo, como que a querer dar a entender a sua propensão para grande goleador – algo que se estenderia até ao seu adeus à selecção, também em Outubro mas de 1973, com um total de 41 golos.

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