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Wool. Na Covilhã trocaram-se os lanifícios pelas latas de spray

Wool. Na Covilhã trocaram-se os lanifícios pelas latas de spray

04/10/2011 03:00

Até ontem, um grupo de idosas reuniu-se todas as tardes em frente à Igreja de Santa Maria, na Covilhã. Não pense que estavam à espera que abrissem as portas da igreja para irem à missa. De olhos postos nos andaimes, acompanhavam com entusiasmo a evolução do graffiti que surgia nas quatro fachadas de um edifício devoluto no centro histórico da cidade. Quem o garante é Pedro Seixo Rodrigues, um dos organizadores do Wool, o primeiro Festival de Arte Urbana na Covilhã.
“No início estávamos um pouco receosos de como iria ser recebido este projecto num meio tão pequeno”, confessa. “Podia ter uma receptividade complicada, até porque na Covilhã não existiam graffiti, só tags.” Pela reacção à primeira intervenção do festival, um graffiti da autoria do ARM Collective – que resulta da colaboração dos artistas portugueses RAM e MAR –, parece estar a correr bem. “Os locais dizem-nos que a praça ganhou vida depois da intervenção, até porque o edifício estava degradado”, garante Pedro.
A ideia de fazer um festival de arte urbana na Covilhã partiu de Pedro, da irmã, Lara Seixo Rodrigues, e de Elisabet Carceller, todos ligados a este meio artístico. “Somos todos da Covilhã e gostamos todos de graffiti.” Pedro já tirava fotografias de paredes pintadas dentro e fora do país, mas “para o arquivo pessoal”. Agora pode juntar mais umas quantas à colecção.
A primeira intervenção do festival arrancou na quinta-feira passada e duraria até hoje se os artistas não se tivessem despachado tão depressa. “Foram duas noitadas consecutivas até às 4 da manhã”, conta Pedro. “Supostamente teriam acabado o trabalho no dia 4 [hoje], mas estavam tão entusiasmados que ficou pronto mais cedo. Disseram-nos que tinha sido o projecto com o melhor enquadramento para trabalho no qual tinham participado.”

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