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Anália Torres. “Temos de criminalizar e tipificar os agressores pela lei”
"O assédio sexual tem a componente o contacto físico com outra pessoa"

Anália Torres. “Temos de criminalizar e tipificar os agressores pela lei”

"O assédio sexual tem a componente o contacto físico com outra pessoa" José Paiva Capucho 04/06/2015 11:54

O i esteve à conversa com Anália Torres, coordenadora do projecto que estudou o assédio.

Passados 25 anos o que mudou?
As pessoas ainda têm pouca consciência social sobre estes casos._E o facto de existir uma cultura autoritária dentro das empresas permite que estas práticas fiquem impunes. E quem vive nesta situação acaba por ser duplamente vítima, de um lado, pelo assédio sexual e moral, do outro por terem medo de perder o seu trabalho.

Como é que justifica o facto da maior taxa de incidência destes casos ser nas áreas da restauração e do comércio?
São áreas onde existem mais mulheres e o contacto com o público é elevado. Há sempre muita pressão sobre a forma como desempenham as suas funções.

Quais são as diferenças entre assédio sexual e assédio moral?
Assédio sexual tem a componente o contacto físico com outra pessoa e, como consequência, produz tensão na vítima. O assédio moral, que já está incluído no assédio sexual, inclui  tentativas de sedução como piadas. É menos intrusiva, mas igualmente um ataque à dignidade do outro.

Como é que poderemos mudar estes resultados?
Teremos de tipificar estes casos na lei, criminalizar e procurar os agressores. É uma questão cultural, jurídica e política. Políticas e legislação que protejam a dignidade no trabalho são direitos que devem existir.

Que semelhanças existem entre Portugal e outros países?
A Noruega, que foi incluída no nosso estudo, já possui formas de denunciar e responsabilizar os agressores, através das entidades patronais e sindicais._Existe uma política clara que incentiva a denuncia destas situações.

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