Um professor primário da Póvoa de Lanhoso, no distrito de Braga, confessou, esta terça-feira, “quase tudo” dos 3.734 crimes de abuso sexual de crianças de que está acusado.
Os abusos sexuais foram cometidos sobre 11 alunas e o professor justificou-os em tribunal com “um impulso incontrolável”, dizendo sentir um “profundo arrependimento”.
A informação foi avançada aos jornalistas pelo advogado de defesa do arguido, após a pausa para almoço da primeira sessão de julgamento, que decorre à porta fechada.
Por outro lado, o arguido, de 50 anos, negou alguns dos crimes de abuso sexual e de maus tratos, pelos quais também está acusado pelo Ministério Público (MP).
O advogado sublinhou que o seu constituinte tem agora consciência “da gravidade” dos atos praticados e que está a ter acompanhamento psicológico e psiquiátrico.
Quanto à condenação que o tribunal vier a aplicar ao arguido, o advogado disse ser difícil antever a pena, pois são muitos factos e muitos crimes.
O Ministério Público acusa o professor do primeiro ciclo do ensino básico, atualmente em prisão preventiva, de “quotidianamente, a pretexto de explicar matéria escolar ou esclarecer dúvidas”, chamar as vítimas para junto da mesa onde lecionava na sala de aula, colocando-as no seu colo e tocando-lhes de forma inadequada.
O arguido, que era professor primário há cerca de 24 anos, vai ainda responder por três crimes de pornografia de menores.