O Hospital Garcia de Orta, em Almada, foi palco da demissão em massa de chefes de equipa de urgência e médicos, em protesto contra a decisão do conselho de administração de retirar fisicamente o departamento de cirurgia geral do serviço de urgência.
A medida “arrisca levar a um esgotamento ainda maior” dos profissionais de saúde, para além “de pôr em perigo os doentes do foro cirúrgico”, lê-se num comunicado da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI).
A associação que representa os médicos internistas – responsáveis por tratamentos gerais não cirúrgicos – justifica as críticas notando ser “evidente” que com a transferência da cirurgia geral, “os doentes do foro cirúrgico ficam dispersos numa amálgama de doentes ainda maior”.
Entre os demissionários estão dez chefes de equipa, e a SPMI expressou “toda a sua solidariedade” com os demissionários e com os médicos afetados pela decisão, bem como com os utentes do Hospital Garcia de Orta. “Estão em causa o desrespeito pelos especialistas de Medicina Interna e, mais do que tudo, a assistência médica segura a que todos temos direito”, conclui a associação.