Ativistas alertam para a falta de acesso a preservativos

Ativistas alertam para a falta de acesso a preservativos


Assinala-se amanhã o Dia Internacional do Preservativo


O Grupo de Ativistas em Tratamento (GAT) alertou para a falta de acesso a preservativos e apelou à criação de um plano nacional de prevenção da infeção do VIH e outras infeções sexualmente transmissíveis que inclua a distruibuição deste anticontraceptivo.

 “Apesar dos esforços das autoridades nacionais, os preservativos distribuídos pela DGS continuam a ser amplamente insuficientes e não estão a chegar onde deveriam, como por exemplo às escolas”, afirma Ricardo Fernandes, diretor executivo do GAT.

“Mesmo onde os preservativos existem, há sempre entraves ao seu acesso. Nas escolas é preciso passar pelo psicólogo, nos centros de saúde pela consulta de planeamento familiar”, acrescenta o responsável.

Por isso, “os preservativos deviam estar disponíveis em locais de fácil acesso e sem qualquer obstáculo, como em caixas distribuidoras. É urgente criar um plano nacional de prevenção que indique de que forma será feita a distribuição de preservativos para que estejam disponíveis onde são precisos e sem mais barreiras”, defende.

De acordo com o estudo “Vida Sem Sida”, citado no comunicado do GAT, cerca de 97% dos jovens portugueses entre os 18 e os 24 anos estão genericamente bem informados relativamente à importância do preservativo, mas mais de 60% assumem ter relações sem o seu uso.

Além disso, dados do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/SIDA revelam que, em todo o mundo, desde 1990, 45 milhões de infecções pelo VIH tenham sido evitadas graças ao uso do preservativo.