04/12/2022
 
 
João Ferreira diz que novas medidas de apoio não têm "nada de Esquerda"

João Ferreira diz que novas medidas de apoio não têm "nada de Esquerda"

Mafalda Gomes Redação 06/09/2022 13:03

"O PSD disputa a paternidade das medidas anunciadas pelo PS. É significativo", escreveu o vereador do PCP.

 

"As medidas anunciadas pelo Governo confirmam a perda de poder de compra dos trabalhadores, reformados e pensionistas, a redução dos salários reais. Não travam os lucros especulativos nem aumentam a sua tributação - como outros países fizeram. Aqui não há nada de Esquerda. Nada", começou por escrever o vereador do PCP na Câmara Municipal de Lisboa, João Ferreira, numa publicação divulgada na sua conta oficial do Twitter na noite desta segunda-feira.

"O PSD disputa a paternidade das medidas anunciadas pelo PS. É significativo. De facto, a natureza das propostas é idêntica. Não tocam no processo de redistribuição de riqueza em curso, em favor do capital, em desfavor do trabalho. (e isto não tem nada a ver com défice nem dívida)", adiantou o comunista, tendo acrescentado que "até o Marcelo [Presidente da República] vem dizer que foi o PSD que abriu caminho às medidas agora anunciadas pelo governo PS, ao propor, no essencial, as mesmas coisas duas semanas antes. É assim uma espécie de selo de qualidade a atestar a autenticidade da política de direita".

No entanto, a revolta de João Ferreira não se limitou a estes tweets. Cerca de hora e meia depois, partilhava uma publicação do deputado socialista Porfírio Silva, no qual este destacava as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa.

"Famílias Primeiro. MRS é que os topa. PR acaba de dizer: 'o PSD abriu caminhos que nunca tinha aberto, injetar dinheiro diretamente nos orçamentos das famílias; (...) isto é uma viragem significativa da parte do PSD'. Isto é: PSD quer agora aquilo que sempre foi contra", redigiu, sendo que João Ferreira apressou-se a lançar críticas: "Dos criadores do 'orçamento +à esquerda de sempre' temos agora 'o PSD virou à Esquerda'. Entretanto, impõe-se a redução dos salários reais e permite-se a manutenção de lucros especulativos, sem regulação de preços nem tributação adicional (coisas feitas por essa Europa fora)…". 

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