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Johnson and Johnson vai suspender a venda do pó de talco para bebés em 2023

Johnson and Johnson vai suspender a venda do pó de talco para bebés em 2023

Dreamstime Jornal i 12/08/2022 10:17

A suspensão acontece depois de a farmacêutica norte-americana ter sido alvo de milhares de ações judiciais que apontam o pó de talco como um produto que contribuiu para o desenvolvimento de cancro. 

Depois de milhares de reclamações sobre a segurança do produto, a Johnson & Johnson (J&J) vai suspender totalmente em 2023 a venda do pó de talco para bebés. Este clássico da marca farmacêutica já foi suspenso há dois anos nos Estados Unidos e Canadá.

Em comunicado, a empresa norte-americana afirmou que tomou a “decisão comercial” de substituir o talco por amido de milho neste produto infantil, após ter sido alvo de 38 mil ações judiciais.

As queixas apontam que a utilização a longo prazo do pó de talco contribuiu para o desenvolvimento de cancro. A farmacêutica rejeita a ligação do seu produto com o aparecimento desta doença.

No final de 2018, começaram a ser divulgadas informações que revelavam que a J&J já sabia há décadas que o seu pó de talco continha asbesto, um mineral com composição e características semelhantes às do amianto e com efeitos nocivos para a saúde.

A partir desse momento, a farmacêutica foi enfrentada com milhares de ações judiciais que acusam a fabricante de ter contribuído para o desenvolvimento do cancro nos ovários em consumidoras do produto, uma ligação que a empresa nega e que a leva a gastar milhões de dólares cada ano em casos judiciais.

"A nossa posição sobre a segurança de nosso pó cosmético permanece inalterada. Apoiamos fortemente as décadas de análise científica por médicos especialistas em todo o mundo, confirmando que o pó de talco para bebés da Johnson é seguro, não contém asbesto e não causa cancro", sublinhou a farmacêutica norte-americana.

Além destes casos, a empresa também enfrenta outros problemas legais nos Estados Unidos. No início deste ano, aceitou pagar milhões de dólares a vários estados, tal como outros grandes distribuidores de medicamentos, assumindo assim a sua responsabilidade na crise dos opiáceos.

Nas últimas duas décadas, mais de 500 mil norte-americanos morreram por overdoses de opiáceos, como analgésicos prescritos e drogas ilícitas - heroína e fentanil produzido ilegalmente.

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