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Conferência da ONU sobre Oceanos. Marcelo diz que "acontece no sítio certo, na altura certa"

Conferência da ONU sobre Oceanos. Marcelo diz que "acontece no sítio certo, na altura certa"

Marta F. Reis Marta F. Reis 27/06/2022 10:24

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, abriu oficialmente a conferência que decorre em Lisboa. Presidentes do Quénia e Portugal são eleitos presidentes da conferência.

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, declara, esta segunda-feira, abertura oficial da Conferência dos Oceanos, com uma martelada na mesa. Presidentes do Quénia e Portugal são eleitos presidentes da conferência.

Num discurso de abertura, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, diz que “esta conferência acontece no sítio certo, na altura certa e com o secretário-geral da ONU certo. Um homem de princípios e convicções. O sítio certo, Lisboa, Portugal. Portugal é o que é por causa dos oceanos”.

“O tempo certo, porque apesar de dois anos de adiamento, de pandemia, guerra... (...) os oceanos têm milhões de anos, antes da humanidade, e vão continuar a existir desde que os protejamos. Temos de recuperar tempo perdido antes que seja tarde de mais”, sublinha o chefe de Estado português.

“Esta tem de ser a conferência do desconfinamento e da ambição”, afirma Marcelo.

Também no discurso de abertura, o presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta, sublinha que os oceanos podiam produzir seis vezes mais alimento e 40 vezes mais energias renováveis. “Há grandes riscos mas também grandes oportunidades”, diz. “Não podemos continuar a fazer compromissos que não honramos”. 

“Espero daqui a uns anos olhar para Lisboa e pensar que foi o sítio onde mudámos o curso da história e decidimos proteger de forma sustentável os oceanos”, aponta Uhuru Kenyatta. 

António Guterres começa a discursar em português com uma citação do escritor Fernando Pessoa. “Deus quis que a terra fosse toda uma...”, apelando à união entre povos.

O secretário-geral da ONU insiste que 8 milhões de plástico vão para o mar todos os anos, tendência que ameaça destruir ecossistemas marinhos até 2030. “Não podemos ter um planeta saudável sem um oceano saudável”, nota, destacando desafios como mapear 80% do relevo oceânico até 2030. 

Para terminar, Guterres fala em suaili, citando um provérbio antigo que diz que o oceano leva qualquer pessoa a qualquer lado.

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