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Detido funcionário da Câmara Municipal de São Miguel

Detido funcionário da Câmara Municipal de São Miguel

Jornal i 30/09/2021 15:58

Operação já decorria há, pelo menos, dois anos

Foi detido na quarta-feira pela Polícia Judiciária um funcionário da Câmara Municipal de São Miguel pela suspeita da prática de crimes de natureza económico-financeira, numa operação em que foram constituídos arguidos "vários empresários ligados ao comércio e serviços de construção civíl", adiantou fonte da PJ à agência Lusa.

De acordo com um comunicado do Departamento de Investigação Criminal dos Açores da PJ, a operação designada por "Economato privado" foi desencadeada pela "existência de fortes indícios da prática dos crimes de peculato, falsificação de documentos, recebimento indevido de vantagem, entre outros, em que são intervenientes um funcionário de uma Câmara Municipal e diversos empresários da ilha de São Miguel".

Durante a operação "foram realizadas 28 buscas em residências, empresas, viaturas, num terreno rústico e no local de trabalho do funcionário municipal", que "permitiram a apreensão de abundantes meios de prova", refere a PJ.

A autoridade sublinha ainda que entre "os meios de prova" apreendidos está "documentação contabilística, prova digital, na forma de dados informáticos e de correio eletrónico e, sobretudo, parte do produto e vantagens dos crimes, nomeadamente, artigos de informática, eletrodomésticos, mobiliário, máquinas de jardinagem, para além de infraestruturas construídas com materiais ilicitamente obtidos".

Além dos vários arguidos constituídos, foi ainda detido "fora de flagrante delito, um homem, com 57 anos, com antecedentes criminais por crimes da mesma natureza", acrescenta.

A PJ refere que o detido "agiu concertadamente com responsáveis de empresas fornecedoras de bens e serviços à Câmara Municipal, com o objetivo de se apropriar de artigos e de materiais, posteriormente pagos pela edilidade".

A atividade, desenvolvida pelo menos nos últimos dois anos, "foi dissimulada através de esquemas de sobrefaturação e adulteração de diversa documentação", diz ainda a autoridade.

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