29/11/21
 
 
Vítor Rainho 23/07/2021
Vítor Rainho

vitor.rainho@ionline.pt

Os alemães salvam o povo, os tugas condenam-no

Como é possível, os ditos países capitalistas ajudarem as populações no imediato e os países ‘geringonçados’ continuarem na miséria que todos sabemos. Quando é que se vai promover a cultura da riqueza, da produção e do crescimento económico deste país plantado à beira-mar.

As cheias que inundaram a Europa rica demonstram bem os sistemas que governam o velho Continente. Enquanto nos países do Sul se continua a discutir a igualdade – veja-se o que se passa em Portugal, onde a extrema-esquerda determina leis.

Olhemos para o que se passou na Madeira, em fevereiro de 2010, pensemos no que se passou em junho de 2017, em Pedrógão Grande, vejamos o que ocorreu no Mondego em dezembro de 2019. Convido os leitores a recordarem o que se passou com estas catástrofes nacionais. Ninguém viu ou leu que estas populações atingidas pelas catástrofes tenham sido ajudadas no imediato pelas autoridades nacionais.

Todos sabemos que os atrasos nos apoios às vítimas dessas catástrofes, pessoas que perderam quase tudo – a casa, os bens ou os animais – tenham sido ressarcidas no imediato pela ‘geringonça’. Olhemos agora para o sistema que a dita ‘geringonça’ detesta e classifica de capitalista e feroz amiga do povo. ‘‘É preciso uma demonstração de força nacional. Quem perdeu o seu negócio ou a sua casa não pode suportar os danos sozinho. Temos agora que nos unir como país e ajudar as vítimas das cheias de forma rápida, generosa e sem burocracia”, afirmou o ministro das Finanças alemão, Olaf Scholz. Disse ainda pretender ajudar as vítimas este mês em mais de 300 milhões de euros. Pensemos agora que em Portugal ainda estamos à volta dos apoios a Pedrógão Grande, além das outras catástrofes.

Como é possível, os ditos países capitalistas ajudarem as populações no imediato e os países ‘geringonçados’ continuarem na miséria que todos sabemos. Quando é que se vai promover a cultura da riqueza, da produção e do crescimento económico deste país plantado à beira-mar. Aqueles que defendem a primazia do Estado, defendem a primazia da miséria. Sem riqueza, seremos todos miseráveis e estaremos todos na mão dos trotskistas, estalinistas e maoistas deste país.

Portugal e os portugueses merecem mais, merecem ser felizes.


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