03/12/2022
 
 
Nota pública de esclarecimento de César do Paço

Nota pública de esclarecimento de César do Paço

D.R. Jornal i 15/04/2021 11:00

NOTA PÚBLICA DE ESCLARECIMENTO DE CÉSAR DO PAÇO

Desde o início de 2021 que o meu nome tem vindo a ser divulgado incessantemente na imprensa portuguesa, com reflexos na imprensa internacional, associado ao partido CHEGA, apelidando- me de financiador e mesmo principal financiador do Partido.

Mais tenho sido visado num programa de televisão que supostamente visa uma investigação sobre a extrema direita europeia, tendo eu sido a pessoa que mais apareceu naquela reportagem apenas e só porque um dia resolvi comparecer num evento partidário e por ter feito um donativo, dentro dos limites legais.

Tal facto não me faz financiador do que quer que seja, não me faz filiado, não me faz estratega, não me faz orientador de qualquer partido ou movimento. Sou um simples cidadão português residente nos Estados Unidos, que um dia em Portugal tive a curiosidade da participar num evento de um partido dito de direita, partido esse legalizado pelo Tribunal Constitucional, cujos dirigentes me foram apresentados.

Nenhuma prova, evidência ou sequer qualquer facto permite aos jornalistas designarem-me financiador de um partido. Mas os jornalistas insistem, ainda que sem qualquer facto ou prova, por mais ínfima que seja. E não apresentam nenhuma porque simplesmente ela não existe, sendo pura especulação e insinuação, que naturalmente não posso continuar a deixar passar em branco.

Ao longo de toda a minha vida tenho contribuído com alguns donativos para com alguns partidos ditos da direita portuguesa, para candidatos a Presidentes da República, aliás ao estilo que tão bem se faz nos Estados Unidos da América onde os cidadãos contribuem abertamente e de forma transparente para com os partidos cujos candidatos concordam.

Tal facto não me torna financiador ou principal financiador de nada, como de forma maldosa, e com intuitos que sinceramente desconheço, tenho sido intitulado por alguma imprensa portuguesa, que passou desde esse dia a tentar denegrir a minha imagem de uma forma selvagem e sem escrúpulos.

Desde a utilização de processos judiciais com mais de 30 anos em que nunca fui julgado e que desconhecia, e cujos contornos são hoje do meu conhecimento, e que deveriam fazer corar de vergonha o jornalista em causa, até colocar em causa a dimensão e a atividade das minhas empresas, como se de um marginal se tratasse, apenas com intuitos de atingir a minha honra e dignidade e desta forma atingir terceiros.

Desde esse momento que o meu nome tem sido usado marginalmente, tendo as minhas páginas sido alvo de pirataria informática por parte de anónimos, que baseados nesse mesmo anonimato e no esconderijo que lhes permite a internet, têm sucessivamente tentado efetuar a minha ligação ao CHEGA como seu financiador, associando-me a práticas xenófobas e racistas que em toda a minha vida combati e abominei. Logo eu, que tão bem fui recebido num País estrangeiro onde ainda hoje vivo e continuarei a viver.

Pelo que é hora de explicar à sociedade portuguesa que todas estas reportagens não me têm permitido qualquer contraditório e quando o mesmo é usado, não só é desvirtuado, como também é transmitido aos espectadores e leitores de forma contextualizada e parcial, de forma a criar a convicção da falta da sua credibilidade, como aconteceu com os documentos e passaportes que apresentei.

Refira-se, ainda, que o meu nome tem sido visado num suposto programa sobre a extrema direita europeia, num ataque sem escrúpulos nem precedentes à minha pessoa , uma vez que em nenhum momento da minha vida estive envolvido ou me envolveria num movimento de extrema direita. Na verdade, eu nada tenho a ver com a extrema direita, nem sequer tenho qualquer contributo para qualquer tipo de movimento. Apenas estive presente num evento e fiz um donativo. Extrapolar a partir de aqui para o que tentam fazer com a minha pessoa apresenta contornos criminosos que não deixarei de denunciar criminalmente.

Mais a mais, questionam os meus títulos académicos, a atividade das minhas empresas, tudo com base em factos falsos, colocando em causa a sua credibilidade e idoneidade, nomeadamente sobre a sua faturação, bem como se procedeu à divulgação de vários factos sobre a SUMMIT que nem sequer foram alvo de contraditório junto de mim ou da empresa.

Falam na “Fundação dePaço” e nos seus órgãos sociais, quando na verdade sabem que a Fundação não está constituída, sendo apenas um projeto, e que sendo um projeto, a verdade é que não pode ter órgãos sociais ou funcionários, como também afirmaram que os órgãos sociais eram constituídos por membros do CHEGA.

Por um donativo, a um partido de direita aprovado pelo Tribunal Constitucional, onde tenho um ou outro amigo, vejo-me envolvido em tamanha cabala, tamanha campanha insultuosa que ultrapassou os limites do admissível e que só podem encontrar motivações escondidas e políticas em relação a Portugal e Cabo Verde.

Efetivamente, a ligação mais próxima que tinha com o partido era uma relação profissional com o Dr. José Lourenço, pessoa por quem nutro a maior admiração e a quem reconheço grande capacidade, mas que por razões pessoais resolveu seguir novos caminhos profissionais desde há um mês a esta parte.

Relativamente a Cabo Verde, foi noticiado e dado à estampa que havia sido exonerado pelo Governo Cabo Verdiano, como de uma qualquer sanção se tratasse, mesmo depois de mostrar o documento que comprova que fui eu mesmo que solicitei a minha exoneração ao Governo de Cabo Verde e por este aceite.

Sou um português que vive nos Estados Unidos mas que tem investido e contribuído para as associações de solidariedade portuguesas como poucos e que nunca desistiu do seu País e da sua cidadania. Porém a campanha de difamação e de intriga criada pela comunicação social, de forma a atingir o meu bom nome, atingiu um limite que não posso, nem vou deixar continuar.

Pelo que, dei instruções ao meu advogado para que denunciasse criminalmente quer os órgãos de comunicação social (SIC e Revista Sábado), quer os jornalistas que têm desenvolvido uma perseguição ad hominem (Pedro Coelho e Alexandre Malhado, respetivamente), violando todas e quaisquer regras e direitos. Recorrerei ainda aos meios judiciais para defesa de todos os meus direitos de personalidade, quer em Portugal, quer nos Estados Unidos, na certeza de que não deixarei de responsabilizar todos os intervenientes pelos danos causados quer à minha pessoa, quer à minha família e às minhas empresas, que não posso continuar a permitir que seja injuriada e caluniada publicamente sem qualquer motivo.

Encontra-se já judicialmente realizada uma queixa crime contra a Wikipédia e principalmente contra os editores anónimos da Wikipédia, que não sei a que título, continuam a insistir em tornar fabulações e criações de forma a denegrir e caluniar o meu nome.

Farei, ainda, queixa junto da ERC para os efeitos tidos por convenientes.

Efetivamente Portugal vive momentos que nunca pensei chegar a assistir. Ajudar instituições portuguesas. Ajudar portugueses nos Estados Unidos. Ajudar toda uma comunidade tem como preço a presente difamação e calúnia, por motivos obscuros e de tentativa de iludir as pessoas com mentiras e falsidades.

Quem não está com o sistema, vê-se perseguido desta forma. Com base em insinuações e meias verdades. Atirando para a lama toda uma vida construída à base de trabalho, dedicação e mérito.

Recorrerei à justiça para reposição da verdade. Porque atingi o meu limite.

15 de Abril de 2021
César do Paço


PUBLIC CLARIFICATION NOTICE OF CÉSAR De PAÇO
Since early 2021, the Portuguese press has continuously associated me with the CHEGA political party, naming me as a main funder of the Party. These stories have caused serious repercussions in the international press.

I have also been targeted on a television program aimed at an investigation of the extreme European far-right. The impetus for my link as being the most heavily publicised individual in these reports arises out of my attendance on one occasion at a party event and for having made a donation, all completely within the legal limits.

The mere fact that I was one of many donors does not make me a financier of anything. Nor does it create an affiliation, make me a strategist, or an advisor of any party or movement. Rather, I am a simple Portuguese citizen residing in the United States who one day while visiting Portugal had the curiosity to participate in an event of a party known as having a right leaning philosophy. It is a political party legalised by the Constitutional Court, whose leaders I was introduced to.
There has not been a scintilla of evidence, or even any fact which would lead a rationale individual to designate me as a party financier. Notwithstanding, journalists persist with their story, without any factual basis or evidence, however small. The primary reason they have no such basis is due to the fact that the allegations are fabrications and are pure speculation and innuendo. I simply cannot continue to overlook these fabrications of reality any longer.

Throughout my life I have contributed donations to some parties which may have been designated in some way as the Portuguese right, and for candidates for President of the Republic. This practice is well accepted in many countries around the world, including the United States, where citizens contribute openly and transparently towards the parties and candidates. Such donations should not inspire such a designation that I am a main financier of anything.
As evidence of the media’s baseless accusations, the press has proffered judicial proceedings from more than 30 years ago, of which I was neither tried, nor advised of such proceedings. The purpose of these citations has now become clear and the journalists in question should blush with shame for such dishonest reporting. They have also extended their attacks on the activity of my businesses, with the sole objective of disparaging my honor and dignity. Moreover, the publications have carried a decidedly derogatory tone, with clear intentions to denigrate my reputation in a wild and unscrupulous manner both in Portugal and beyond.

Since the inception of these activities, I have been the subject of serious denunciation, with my social media pages being the target of anonymous hackers. The cloak of anonymity afforded these individuals by the internet permits the perpetuation of the baseless allegations connecting me to CHEGA as its funder. Moreover, they have fabricated allegations associating me with xenophobic and racist practices, that throughout my life I have fought and abhorred.

I must now publicly refute to Portuguese society the unfounded distortions of the truth promulgated by the Portuguese press. These stories have not allowed me any opportunity for rebuttal.

Compounding the offenses by the Press are that these stories are transmitted to viewers and readers in a contextualised and extremely prejudicial manner, in order to create credibility where none is present.

I note parenthetically that my name has been used in conjunction with a critical narrative on the European extreme right. It has been na unscrupulous and unprecedented attack on my person, since at no point in my life have I been, or would ever be, involved in an extreme right wing movement. The extent of my involvement amounted to being present at an event and making a donation. Extrapolating from that activity to the level being alleged is criminal in nature, of which I shall pursue.

Furthermore, the Press casts dispersions on the activity of my companies and my academic degrees, all, based on falsifications and speculation. They question the credibility and billing practices and create falsifications of the business practices and functions.

I am astonished at the cabal in which a donation to a political party approved by the Portuguese Constitutional Court, where I have one or another associate, has embroiled me. The impetus of this insulting campaign that has surpassed the limits of what is admissible can only be found hidden in political motivations related to Portugal and Cape Verde.
In fact, the closest connection I had with the party was a professional relationship with Mr. José Lourenço, a person for whom I have the greatest admiration and whom I recognise great ability.

Regarding the situation concerning Cape Verde, it has been confirmed and given the stamp that I had been dismissed by the Cape Verdean Government, which reveals that I was the one who tendered my resignation from the Government of Cape Verde and that same was accepted by the Minister of Foreign Affairs of that country.

I am a Portuguese citizen who resides in the United States, but who has invested and contributed to Portuguese solidarity associations like few others. I have never given up on my country and citizenship; however, the defamation campaign created by the media in order to smear my good name, has reached a limit that I cannot and will not allow to continue.

In turn, I gave instructions to my attorney to report criminally, both the media (SIC TV and Sábado Magazine), as well as journalists who have developed an ad hominem persecution (Mr. Pedro Coelho and Mr. Alexandre Malhado, respectively), which violates any and all rules and rights. I shall also pursue judicial means to defend all my personal rights, both in Portugal and in the United States, to bring all the parties responsible to justice for the damage caused to me, my businesses and my family.

A criminal complaint has already been made in court against Wikipedia and the anonymous editors of Wikipedia, for their continued insistence on perpetrating fables and creations to denigrate and slander my name. I will also file a complaint with the ERC for these actions.

Effectively Portugal is at a point I never thought I would see. The situation I face is the classic example of whoever is not with the system, is persecuted. Based on innuendo and baseless speculation, my entire life and history of service and dedication to others has been reduced to a campaign of defamation and slander.

I shall pursue judicial recourse to restore the truth as I have reached my limit.

April 15, 2021

César do Paço

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