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Incumprimento. De pessoas escondidas em bares a jovens a dançar na rua

Incumprimento. De pessoas escondidas em bares a jovens a dançar na rua

DR Jornal i 27/01/2021 09:28

137 estabelecimentos comerciais foram encerrados pelas autoridades nos últimos dois meses.

Desde 24 de novembro até 14 janeiro deste ano, um dia antes de voltar a vigorar o novo estado de emergência em Portugal, foram encerrados 137 estabelecimentos comerciais por não estarem a cumprir as normas impostas pelo Governo devido à pandemia de covid-19, revelou ao i o Ministério da Administração Interna. E desde o início da pandemia, em março do ano passado, foram encerrados 3417 estabelecimentos e suspensa a atividade de outros 243.

Recentemente, são muitos aqueles que têm sido encerrados tanto pela PSPcomo pela GNR, principalmente bares. Na sexta-feira, a PSP encontrou mais de 20 pessoas escondidas no sótão de um bar, em Ovar, no distrito de Aveiro. O estabelecimento encontrava-se a funcionar com a porta fechada e cortinados corridos, mas as autoridades conseguiram perceber que estavam pessoas no interior – situação semelhante aconteceu no dia 8 de janeiro, em que a PSP de Ovar travou uma festa de aniversário num bar da cidade.

Já no dia de eleições presidenciais, no domingo, a GNR de Cucujães, em Oliveira de Azeméis, fechou portas a um estabelecimento em que se encontravam 30 clientes a consumir bebidas.

Na rua, há também quem seja abordado pela polícia frequentemente, principalmente jovens que até obrigam as autoridades a deslocar-se ao local... três vezes. No dia 14 de janeiro, dezenas de jovens cantavam e dançavam, sem máscara, em plena Ponte dos Botirões, em Aveiro. A PSP foi chamada ao local em três ocasiões, entre as 23h00 e a 01h00, de acordo com o Comando Distrital de Aveiro. Nas três situações ninguém foi identificado, com os jovens a serem apenas dispersados, sem registo de incidentes.

Atualmente, quem desrespeitar as regras de confinamento ou as ordens das autoridades policiais durante o estado de emergência fica sujeito a coimas que podem agora chegar aos 200 a 1000 euros para pessoas singulares e aos 2000 a 20 mil euros para pessoas coletivas.

 

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