20/10/20
 
 
Vítor Rainho 02/03/2020
Vítor Rainho

vitor.rainho@ionline.pt

Os inimigos públicos de Nuno Artur Silva

 Nos últimos tempos temos assistido a uma defesa do secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media verdadeiramente impressionante. 

Há uns anos visitei algumas confrarias e fiquei impressionado com a paixão dos seus membros na defesa da sua dama. E há confrarias para todos os gostos: da Broa de Avintes, da Pedra, da Matança do Porco, do Vinho do Porto ou da Marmelada de Odivelas, só para dizer o nome de algumas. Mas a todas as confrarias existentes podemos começar a pensar juntar uma nova bem distinta: a do Omo, que lava mais branco. Passe a publicidade a uma marca de detergente que não faço a mínima ideia se ainda existe, sugiro o nome pois os membros dessa confraria que lava mais branco estão muito ativos. Alguns dos putativos membros começaram a distinguir-se num célebre documento em defesa de Maria Flor Pedroso que era acusada de ter posto na gaveta uma reportagem incómoda para o Governo. Sem apurarem a verdade sobre os acontecimentos sentenciaram que a antiga diretora de informação da RTP não podia ser acusada de tal infâmia. Parece que os factos não lhes deram razão, mas quem tem a obrigação de apurar toda a verdade prefere o silêncio. Alguém ouviu a ERC a pronunciar-se? Nos últimos tempos temos assistido a uma defesa do secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media verdadeiramente impressionante. O contrato que este fez para passar a empresa Produções Fictícias a familiares é público e não deixa margens para dúvidas: Nuno Artur Silva vai ganhar 20 mil euros se a empresa apresentar resultados líquidos de 40 mil euros no corrente ano. Não haveria problema nenhum não se desse o caso de esse resultado poder vir a ser mais simpático se o canal público fizer várias encomendas à Produções Fictícias. E já o fez num caso e, tudo o indica, fará noutro no valor de 390 mil euros. Alguns dos amigos de Nuno Artur Silva já fizeram declarações públicas dignas de alguma república islâmica, querendo enforcar, calculo que em público, os autores de tais calúnias. Resultado: quem contou a história, o semanário SOL, é um verdadeiro inimigo público. 

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