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“Comando” invadiu embaixada norte-coreana em Espanha e roubou computadores

“Comando” invadiu embaixada norte-coreana em Espanha e roubou computadores

Jornal i 01/03/2019 07:38

As autoridades espanholas não descartam a hipótese de uma operação de “espionagem política”

Um “comando” entrou no final da semana passada na embaixada norte-coreana em Madrid, Espanha, e imobilizou os funcionários por mais de quatro horas. “Cobriram as cabeças com sacos, algemaram, interrogaram e espancaram” os funcionários, contou uma fonte próxima da investigação da Polícia Nacional espanhola ao “El País”, referindo que se tratou de “umas 10 pessoas com armas falsas”. A invasão aconteceu pouco menos de uma semana antes da cimeira entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, em Hanói, Vietname.

Desconhecem-se as motivações que levaram ao assalto, mas sabe-se que os invasores roubaram computadores e material informático pertencente tanto à embaixada como aos próprios funcionários.

O alerta foi dado várias horas depois da invasão, quando um polícia espanhol foi enviado à embaixada para se certificar que tudo estava bem. Tocou à campainha e recebeu a resposta de que estava tudo bem – falou com um dos dez invasores pelo intercomunicador. No entanto, o alerta poderia ter sido dado muito antes, mas a barreira linguística impediu-o. Uma funcionária da embaixada conseguiu escapar do edifício e correr para o jardim, gritando por ajuda. Fê-lo em coreano e ninguém percebeu o que dizia, ainda que os vizinhos tenham chamado a polícia. Foi por essa razão que o agente se dirigiu à embaixada.

Pouco depois do agente ter recebido a resposta de tudo estar bem, os portões da embaixada abriram-se e dois carros saíram a grande velocidade. Tinham matrícula diplomática e pertenciam ao corpo diplomático norte-coreano em Espanha. Foram encontrados horas depois, abandonados nas proximidades da embaixada e estão agora a ser analisados pelas autoridades. 

Ainda que não se saibam as motivações, as autoridades espanholas não descartam a hipótese de se ter tratado de uma operação de “espionagem política”. O modus operandi, explica a mesma fonte ao “El País”, é de “profissionais” e característica de um “comando”. Os invasores podem ter sido apanhados de surpresa ao invadirem o edifício diplomático ocupado: “Parece que não sabiam que havia convidados”, explicou a fonte.

Em setembro de 2017, o embaixador norte-coreano em Espanha, Kim Hyok Chol, foi considerado persona non grata pelo  governo espanhol em retaliação pelo desrespeito de Pyongyang às resoluções do Conselho de Segurança que proibem os testes nucleares e ensaios balísticos.

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