22/3/19
 
 
Vítor Rainho 04/01/2019
Vítor Rainho

vitor.rainho@newsplex.pt

As vantagens da legalização das drogas

Daqui a uns bons anos, quem for ler alguma coisa relacionada com a canábis não vai deixar de sorrir. Em 2019 ainda se discute a legalização da droga que tantos consomem e que é impossível travar. O grande problema é o receio e a hipocrisia dos políticos, que não entendem que a legalização vai ser boa para todos: para os que consomem, que podem passar a saber o que estão a fumar; para o Estado, que vai arrecadar receitas que podem ser aplicadas em grandes campanhas de prevenção e de tratamento de toxicodependentes. Trava também o negócio ilícito que é aproveitado por grupos terroristas.

Nos últimos anos, muitos têm sido os jovens que ficam esquizofrénicos depois de consumirem canábis adulterada pelos traficantes, que concentram a substância para conseguirem transportá-la mais facilmente de um lado para o outro.
No mundo atual, a canábis não deixa de ser uma brincadeira de crianças. Em qualquer vão de escada se produzem drogas muito mais fortes e que não são detetadas pelas forças policiais. Por isso defendo que não deve ser só a legalização da canábis que deve ser discutida. O comércio de todas as drogas se for controlado pelo Estado permitirá que os consumidores sejam avisados do que lhes faz pior e que devem evitar. Há uns bons anos que em discotecas holandesas, por exemplo, os frequentadores fazem os testes das pastilhas de ecstasy que levam para saberem se as podem ingerir sem terem uma overdose ou se as misturas que os traficantes lhes introduziram não são piores do que o ecstasy “normal”.

Com o dinheiro dos impostos podem levar toxicodependentes às escolas, mostrá-los aos mais novos e dizer-lhes o que lhes pode acontecer se entrarem por determinados caminhos. Continuar na repressão - há 30 anos um heroinómano era preso se fosse apanhado com um grama - não leva a lado nenhum e só enriquece traficantes e terroristas e em nada ajuda os consumidores, que são aos milhões, como todos os estudos o dizem. Nos EUA morrem mais pessoas por overdose do que aquelas que são assassinadas com armas de fogo.
 

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