15/11/18
 
 
Vítor Rainho 17/08/2018
Vítor Rainho

vitor.rainho@newsplex.pt

Uma grande medida do governo

Com o aumento da esperança de vida seria lógico que o governo começasse a olhar para uma lei completamente caduca: a da obrigatoriedade de quem trabalha para o Estado se reformar obrigatoriamente aos 70 anos. 

Segundo o “Público” de ontem, o Executivo de António Costa já tem preparada a alteração que equiparará o setor público ao privado, possibilitando a quem quer e pode continuar a trabalhar que o faça. Claro que são só algumas profissões que se enquadram nesta nova realidade, já que ninguém está a ver, por exemplo, um polícia de 70 anos a patrulhar as ruas. 

Mas o que dizer de médicos que quando atingem os 70 anos vão trabalhar para o privado, muitas vezes contra a sua vontade, já que o seu desejo seria de o fazer no público? Esta proposta do governo será uma boa forma de combater a falta de médicos nos hospitais e nos centros de saúde. O mesmo se aplica a professores universitários e a muitas mais profissões que não implicam um grande esforço físico. Com a esperança de vida a ser superior em 20 anos em relação à data em que a lei entrou em vigor, é pois de aplaudir esta decisão governamental. Aliás, figuras como Gentil Martins, Manuel Antunes ou Daniel Sampaio já tinham alertado para a violência da reforma compulsiva aos 70 anos.

Claro que se deve ter em conta a renovação, mas há profissões que só têm a ganhar com a experiência de quem está apto a fazê-lo. Diz o PCP, sempre tão rápido a disparar quando se fala nos seus dogmas, que o governo deve é apostar nas reformas aos 65 anos sem penalizações e de quem tem mais de 40 anos de descontos. Mas o que tem uma coisa a ver com a outra? Bem pelo contrário, se tivermos pessoas a descontar mais anos, haverá verbas para pagar àqueles que se reformaram mais cedo.

Além das vantagens para a população em geral - ter mais médicos e professores universitários, por exemplo - a vida dos septuagenários pode melhorar muito por se manterem ativos no lugar onde sempre foram felizes, em vez de irem para casa ou para um lugar que não desejam.
 

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